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Segunda-feira
8h: programa Faixa Livre, na Rádio Bandeirantes (1360 AM) |
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Toda sexta-feira às 13h, (confluência da rua São José e Av. Rio Branco). |
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MEIO AMBIENTE |
| artigos
notícias |
| PRONUNCIAMENTOS |
- 15
de maio de 2007
Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, Chico afirma
que Sergio Cabral, ao propor mudança na legislação
ambiental, favorece a Aracruz Celulose. "O irônico
de tudo isso é exatamente o fato de que um dos patrocinadores
da revisão da lei é justamente o seu autor, que
ocupa hoje o cargo de secretário de Meio Ambiente do Governo
Cabral". Leia o pronunciamento
- 15
de maio de 2007
O que era apenas uma ameça, noticiada em março deste
ano, tornou-se realidade no início deste mês. O Caderno
de Negócios de O Globo, do último dia 3, publicou
a seguinte matéria: "Cabral assina projeto que muda
lei ambiental em benefício da Aracruz Celulose. O investimento
será bem vindo, se depender do governador. Ontem à
tarde, Sérgio Cabral Filho assinou o novo projeto de lei
sobre reflorestamento comercial. O texto muda a lei 4.063/2003,
que inviabiliza o plantio de florestas de eucalipto e estimula
investimentos em solos degradados do Norte e do Noroeste Fluminense.
- 12
de abril de 2007
Conforme noticiou amplamente a imprensa nacional, a audiência
pública sobre o milho transgênico, realizada no último
dia 20 de março pela Comissão Técnica Nacional
de Biossegurança - CTNBio deixou sérias dúvidas
sobre a segurança das liberações comerciais
destes produtos no País. No entanto, o milho transgênico
Liberty Link, da Bayer, está na pauta de deliberações
da próxima reunião da CTNBio, prevista para os dias
17 a 20 de abril.
- 10
de abril de 2007
Queremos saudar, em nome do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),
o lançamento, hoje, às 15 horas, no Auditório
Nereu Ramos, da Frente Parlamentar sobre Terra, Território
e Biodiversidade, também chamada de FRENTE PARLAMENTAR
DA TERRA, que congrega parlamentares comprometidos com a Reforma
Agrária, a Agricultura Familiar e Camponesa e o Desenvolvimento
Sustentável.
- 3
de abril de 2007
Cientistas de mais de 130 países estão em Bruxelas,
na segunda reunião do Painel Intergovernamental de Mudanças
Climáticas (cuja sigla é IPCC, em inglês),
patrocinado pela ONU, para discutir e aprovar o relatório
do Grupo de Trabalho II, que trata de "Impactos, Adaptação
e Vulnerabilidade" do Aquecimento Global.
- 29
de março de 2007
As críticas ao modelo de desenvolvimento do agronegócio
baseado na monocultura (seja ela de cana-de-açúcar,
soja ou eucalipto) são inúmeras. O monocultivo,
geralmente realizado em grandes extensões de terra, é
simultaneamente concentrador de terras, desempregador, agressivo
ao meio ambiente e destruidor da biodiversidade.
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| NOTÍCIAS |
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| ARTIGOS |
- O
DESENVOLVIMENTISMO INSUSTENTÁVEL DO GOVERNO LULA
A retomada vigorosa do desflorestamento
mostra que nem a presença de Marina Silva no comando da
pasta do Meio Ambiente do governo brasileiro é suficiente
para dar conta do desafio que é uma política efetiva
para a questão do combate ao aquecimento global".
- A
CANA E OS BIOMAS.
Se a Amazônia fosse boa para a
cana, os portugueses já teriam acabado com ela. Essa
foi a ironia utilizada pelo presidente Lula na Cúpula Econômica
da União Européia para satisfazer as exigências
ambientais tão hipócritas do grande
capital.
- SOB
O SIGNO DO AQUECIMENTO GLOBAL
Comemorar o dia mundial do meio ambiente
neste ano de 2007 não é tarefa fácil. Afinal,
estamos ainda todos sob o impacto dos relatórios do IPCC
(Painel Inte-governamental sobre Mudanças Climáticas,
da ONU) que prevê mudanças catastróficas para
o planeta caso não se detenha a elevação
da emissão de CO2 e outros gases do efeito-estufa. Leia
o artigo de João Alfredo Telles Melo.
- BRASIL
NA CONTRAMÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL. Jonas Moraes Correa
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil eleito
para seu segundo mandato, divulgou em fevereiro último
o Programa para Aceleração do Crescimento - PAC,
que prevê uma série de medidas e investimento em
infra-estrutura que pretendem impulsionar o crescimento econômico
do país. A estratégia planeja obras de grande porte
como a construção de usinas hidrelétricas.
Entre estas, prevê a construção de duas usinas
no Rio Madeira, norte do país, no coração
da Floresta Amazônica: Usinas de Jirau e Santo Antônio.
Juntas produziriam 6.450 MW e inundariam 475 Km² da floresta
de maior biodiversidade do Planeta e mais de três mil famílias
seriam diretamente impactadas pela formação do reservatório.
Um negócio estimado de 11,5 bilhões de dólares.
- Tempo
que resta. Rubens Ricupero
"Temos apenas oito anos para salvar o planeta. O relatório
da ONU (Organização das Nações Unidas)
sobre mudanças climáticas deixa claro que, para
limitar o aumento da temperatura a 2C, é preciso que as
emissões de gases-estufa se estabilizem em 2015 e caiam,
em seguida, a algo entre 50% e 80% do nível de 2000",
escreve Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia da Faap
e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo e ex-secretário-geral
da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre
Comércio e Desenvolvimento em artigo publicado no jornal
Folha de S. Paulo, 14-05-2007. Segundo ele, "se o pior acontecer,
serão nossos descendentes aqui, não em Londres,
que verão a Amazônia virar fumaça, o sertão
se converter em novo deserto do Saara e as galerias de Copacabana
se tornarem tocas de polvos e meros".
- Biocombustível,
o mito do combustível limpo. Washington Novaes
"Para chamar álcool combustível de limpo é
necessário colocar muita sujeira debaixo do tapete",
escreve Washington Novaes, comentando o trabalho Biocombustível,
o mito do combustível limpo, do professor Arnaldo Alves
Cardoso, do Instituto de Química de Araraquara (Unesp),
em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 11-05-2007,
sob o título O debate crucial dos próximos anos
. Segundo Novaes, "no caso da exportação, iremos
arcar com os prejuízos ambientais da produção".
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NOTÍCIAS
| Conselho
quer parar transposição do São Francisco |
| Os
participantes da III Conferência Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional aprovaram um pedido ao governo para que interrompa
imediatamente as obras do Programa de Revitalização
do rio São Francisco, aprovada por maioria expressiva dos delegados.
Leia mais... |
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EM DEBATE -
Entrevistas
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#EM
DEBATE: Monocultura de eucalipto: Crimes ambientais, pobreza e desemprego
A monocultura é vista pelos ambientalistas como uma das
principais causas da destruição do meio ambiente. No caso do eucalipto,
muitos produtos químicos são utilizados para acelerar o crescimento
e as árvores sugam uma quantidade enorme de água do solo. Isso enfraquece
a terra e acaba com a biodiversidade local. Grandes empresas de celulose,
como por exemplo a multinacional Aracruz, além de cometerem crimes
ambientais, geram pobreza e desemprego, e são responsáveis pelo aumento
do êxodo rural em muitos estados. Leia
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a matéria |
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COMENTARISTAS
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Ariovaldo Umbelino
de Oliveira
#As terras improdutivas no Brasil e a reforma
agrária
Em artigo anterior, sobre as terras devolutas e a concentração
fundiária no Brasil, alertei para o fato de que intelectuais, mesmo
sem realizar estudos sobre o campo brasileiro, afirmam que o desenvolvimento
do capitalismo, via progresso técnico, tornou os latifúndios improdutivos
(grilados ou não) em empresas capitalistas. E que, estas empresas
tornaram a terra produtiva, logo, dispensando a reforma agrária como
alternativa ao desenvolvimento econômico. A reforma agrária ficaria
assim, restrita apenas a algumas regiões brasileiras. Vamos à realidade
brasileira, e não apenas, ao que a mídia escreve sobre ela. Leia
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o comentário |
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NOTÍCIAS
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#Jornada
do dia 23: Movimentos se unem contra projetos do governo
Movimentos sociais, sindicais e estudantil estão se mobilizando para
realizar uma série de manifestações em todo país nesta quarta-feira
(23). Intitulada como Jornada Unificada de Lutas, tem como objetivos
o posicionamento contra a atual política econômica, que segundo os
movimentos “enriquecem os banqueiros e grandes empresários” e também
contra as medidas do atual governo que prejudicam a classe trabalhadora.
Leia
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#TV
Pública rediscute modelo de comunicação no país
Repensar o conceito de comunicação
no Brasil é a questão que envolve as atuais discussões sobre a implantação
de uma TV pública no país. Integrantes do governo, emissoras e representantes
de entidades civis debatem como criar um novo veículo televisivo que
atue no vácuo de debates deixado pelas emissoras comerciais e que
estimulem a formação crítica do cidadão. Leia
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#Ocupação
da USP: Estudantes não encontram acordo com reitoria
A reitora da Universidade de São Paulo (USP), Suely Vilella, deu
prazo de até 0h desta terça-feira (22) para que os estudantes deixem
a reitoria – ocupada desde o dia 03 deste mês. Os educandos reuniram-se
com a reitora para negociar o futuro da ocupação, mas até agora
nenhuma contraproposta oficial aos estudantes foi dada. Leia
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#MTD
ocupa sede da delegacia do Trabalho em Brasília
Cerca de 150 famílias do Movimento dos Trabalhadores Desempregados
(MTD), ocuparam na manhã desta segunda-feira (21), a sede da Delegacia
regional do trabalho em Brasília (DF). A ação de protesto, que ocorre
em mais 10 estados, tem como objetivo evidenciar a luta dos trabalhadores
por trabalho livre e sem exploração. Para isto, o movimento acredita
que os trabalhadores precisam ser donos dos meios de produção, decisão,
conhecimentos e matérias primas. Leia
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#Ministério Público promete reação à aprovação
do milho transgênico na CTNBio
Cedendo às pressões das grandes multinacionais, que pouco a pouco
se instalam no país, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança
(CTNBio) aprovou nesta quarta-feira (16), a liberação comercial do
milho transgênico produzido pela multinacional Bayer. O pedido que
estava há meses na pauta da CTNBio tem enfrentado a resistência da
sociedade pela falta de estudos e comprovações de que esta variedade
de semente geneticamente modificada não colocará em risco a saúde
da população. Leia
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#Jornalista
é demitido por citar ligação da Folha de São Paulo com ditadura
A ditadura militar foi a pior inimiga dos jornalistas.
Na época, eles eram freqüentemente eram torturados, mortos, e tinham
seus textos vetados das páginas dos jornais. A censura hoje já não
é mais admitida, mas muitas vezes tem sido aplicada em prol de interesses
de empresas que dominam economicamente a comunicação no país. Recentemente,
o jornal Meio e Mensagem - em um ato de "auto-censura" - demitiu
seu editor Costábile Nicoletta - responsável pela matéria que noticiava
a morte do dono do Grupo Folha, Otávio Frias, em abril desse ano.
Leia
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#Congresso
Nacional tem composição ruralista e empresarial, aponta estudo
O que esperar do novo Congresso - perfil e agenda da nova legislatura?
Este foi o livro lançado na última quarta-feira (16), em Brasília
(DF), pelo site Congresso em Foco e o Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (Diap). A obra detalha em suas 400 páginas
os perfis de cada um dos 618 deputados federais e senadores que compõem
o Congresso Nacional. Leia
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#Povos
indígenas isolados e sem proteção da lei correm risco de extinção
A extinção dos povos indígenas atinge índices alarmantes segundo levantamento
do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). De acordo com a entidade
entre o ano de 1500 e 2001, aproximadamente 1.470 povos indígenas
foram extintos no Brasil. As regiões de maior incidência são a Norte,
com 820, e a Nordeste, com 344 povos. O aniquilamento começa por problemas
como a falta de assistência e reconhecimento, por parte de estruturas
competentes como a Fundação Nacional do Índio (Funai), aos povos quando
em contato com outra cultura. Leia
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#Após
manifestação, MTST consegue área para abrigar 350 famílias
Depois de ficarem mais de dois dias acampados em frente à Prefeitura
Municipal de Itapecerica da Serra, região metropolitana da cidade
de São Paulo, os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
(MTST), conseguiram chegar ao seu objetivo: uma audiência com o prefeito
Jorge Costa (PMDB) sobre as famílias do acampamento João Candido.
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Radioagência NP <jornalismo@radioagencianp.com.br>
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PGR Notícias
CTNBio: sessões abertas são
mantidas pela Justiça
Decisão atendeu pedido do Ministério Público
Federal no DF.
A Justiça Federal no Distrito Federal determinou ontem, 14
de maio, que todas as reuniões da Comissão Técnica
Nacional de Biossegurança (CTNBio) sejam abertas, até
o julgamento final da ação movida pelo Ministério
Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF). A decisão
é resultado de um pedido do MPF para estender a liminar que
garantiu o acesso de qualquer pessoa às reuniões plenárias
e das subcomissões setoriais da CTNBio nos dias 18 e 19 de
abril.
Para a procuradora da República Ana Paula Mantovani Siqueira,
a extensão da liminar era necessária porque a
situação fática descrita na inicial e os requisitos
ensejadores do deferimento do pedido liminar remanescem inalterados.
A decisão abrange as reuniões da comissão marcadas
para hoje, amanhã e quinta-feira.
Histórico Em 22 de março, a sessão
plenária da CTNBio foi cancelada após um tumulto causado
pela presença de ativistas no recinto. Segundo entendimento
do presidente da comissão, Walter Colli, a presença
de pessoas estranhas somente poderia ocorrer com a anuência
de seus integrantes e em caráter excepcional.
Para o Ministério Público Federal, houve violação
do princípio da publicidade. No dia 17 de abril, o MPF entregou
uma recomendação ao presidente da CTNBio para garantir
a publicidade das sessões, mas a recomendação
não foi acatada satisfatoriamente.
Na sessão plenária da CTNBio de 18 de abril, as pessoas
presentes que não faziam parte da comissão e queriam
assistir à sessão tiveram que assinar um termo de
confidencialidade para evitar o vazamento de informações
tratadas na reunião.
Segundo o Ministério Público Federal, houve cerceamento
do acesso pleno à reunião. O MPF decide acionar a
Justiça e consegue liminar da 2ª Vara da Justiça
Federal. Agora a decisão é estendida até a
senteça final da ação.
jORNAL Valor Econômico, SAO PAULO.
Valor, 15.05.2007
Aportes estrangeiros no Brasil podem superar US$ 9 bi
Os investimentos estrangeiros em usinas de álcool no Brasil
poderão ultrapassar US$ 9 bilhões nos próximos
anos, se forem concretizados os projetos de empresas que fizeram
consultas junto à Dedini Indústrias de Base. O cálculo
foi feito com base nas estimativas de mercado de aporte médio
de US$ 100 milhões por usina. José Luiz Olivério,
vice-presidente de operações da Dedini, reiterou que
além de 88 projetos em fase de instalação por
grupos nacionais, existem outros 189 em processo de estudos, dos
quais pelo menos 50% são de grupos estrangeiros.
Entre os projetos já anunciados, está o plano da
japonesa Mitsui de construir 40 usinas em parceria com a Petrobras.
Conforme já informou o Valor, grupos como Archer Daniels
Midland (ADM), Mitsubishi, Noble Group, o fundo francês Bioenergy
Development Fund (BDF, que tem como sócio o banco francês
Société Générale), a Brazil Renewable
Energy Company (Brenco, lançada pelo ex-presidente da Petrobras
Henri Phillipe Reichstul) também já demonstraram interesse
em investir no mercado brasileiro de etanol.
Na avaliação de Olivério, ainda não
se pode dizer que o setor sucroalcooleiro do Brasil passa por um
processo de internacionalização. "O mercado internacional
apresenta um grande potencial e quando ele deslanchar, aí
sim, os grupos estrangeiros deverão entrar com força
no mercado brasileiro. Hoje há pouca participação,
e a produção é muito voltada para atender ao
mercado interno."
De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar
(Unica), existem hoje no Brasil 357 usinas em operação.
A estimativa do governo é que tais usinas processarão
na safra 2007/08 entre 475 milhões e 480 milhões de
toneladas de cana-de-açúcar. Do volume total estimado
para a safra, apenas 6% serão processadas por estrangeiros,
segundo a Unica.
Atuam hoje no Brasil as francesas Tereos (dono da Guarani, com três
unidades) e Louis Dreyfus (com cinco unidades), as americanas Cargill
(Cevasa) e Globex, o Infinity Bio-Energy (grupo com ações
negociadas em Londres e participação de fundos estrangeiros),
a Noble Group (multinacional com sede em Hong Kong, dona da Petribu)
e a argentina Adeco Agropecuária (com uma usina). Os fundos
Global Foods e o Carlyle and Riverstone também têm
participação na Santa Elisa.
De acordo com Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico
da Unica, até 2010, os grupos estrangeiros deverão
responder por 10% da produção do setor. "A efetivação
dos investimentos estrangeiros dependerá muito da instalação
de infra-estrutura e da demanda internacional", avalia Pádua.
Ele observa que na safra 2006/07, de 17,7 bilhões de litros
produzidos, 14 bilhões ficaram no país. Ele reitera
que há de concreto US$ 17 bilhões em aportes para
instalação de 88 usinas, sendo que 19 entram em operação
neste ano, 36 em 2008 e o restante, em 2009.
A própria Dedini quer avançar nessa área. A
empresa planeja inaugurar, até 2010, a primeira planta para
produção em escala industrial de etanol celulósico,
que utilizará como matéria-prima o bagaço e
a palha da cana. Segundo Olivério, o processo desenvolvido
pela empresa permite produzir 40% mais álcool com o mesmo
volume de cana e o custo desse etanol está hoje em torno
de US$ 40 por barril, mais barato que o petróleo.
Agência EFE, ESPANA
EFE, 15.05.2007
Desmatamento florestal é a segunda
fonte de emissão de gases do efeito estufa
Seg, 14 Mai, 12h02
Londres, 14 mai (EFE) - O desmatamento e a queima de florestas
tropicais em países como Brasil e Indonésia são
a segunda fonte de emissões de dióxido de carbono
à atmosfera, segundo um relatório publicado no Reino
Unido que pede que este aspecto seja levado "mais a sério"
na luta contra a mudança climática.
"Caso a batalha contra o desmatamento seja perdida, perderemos
a luta contra a mudança climática", disse hoje
à agência Efe o diretor do Programa Mundial para as
Copas das Árvores (GCP, na sigla em inglês), que elaborou
o relatório, Andrew Mitchell.
"Reduzir o desmatamento oferece a maior oportunidade para diminuir
a emissão de gases do efeito estufa à atmosfera nas
próximas duas décadas, a um custo muito menor que
mediante grandes infra-estruturas e de forma muito mais rápida",
acrescentou.
As emissões causadas pelo desmatamento correspondem a entre
18% e 25% do total, superadas apenas pelo setor energético,
responsável por 24%. A indústria e os transportes
são responsáveis por 14%, e a aviação,
por entre 2% e 3%.
A percentagem de emissões de dióxido de carbono causadas
pelo desmatamento chega no Brasil a 70%, e a 85% na Indonésia,
que se transformou no terceiro maior emissor global de gases do
efeito estufa.
"Não se trata de culpar a Indonésia, o Brasil
ou qualquer outro país. A única opção
que têm para satisfazer essa demanda é desmatar suas
florestas", disse Mitchell, que defendeu uma resposta global
ao problema.
Apesar de ser uma das principais causas de emissão de gases
do efeito estufa, o debate internacional sobre como diminuir a mudança
climática foi centrado na redução das emissões
causadas pelos setores energético e de transportes, de acordo
com o GCP.
O Protocolo de Kyoto exclui os incentivos financeiros pela redução
das emissões causadas pelo desmatamento ou pela conservação
das florestas tropicais existentes.
O GCP tem como objetivo integrar os estudos florestais em nível
mundial em um programa de pesquisa e conservação,
focado para o entendimento do papel fundamental das copas das árvores
na biodiversidade e nas mudanças climáticas, em um
prazo de dez anos. (EFE)
http://br.noticias.yahoo.com/s/14052007/40/saude-desmatamento-florestal-segunda-fonte-emissao-gases-efeito-estufa.html
jORNAL, Meio Norte, PIAUI
Meio Norte, 15.05.2007
Aquecimento global vai gerar 1 bilhão
de refugiados
Pelo menos 1 bilhão de pessoas serão forçadas
a deixar suas casas até 2050 devido às mudanças
climáticas no planeta, prevê um relatório divulgado
pela agência internacional de ajuda humanitária Christian
Aid.
A grande maioria desses imigrantes será proveniente de países
pobres e será afetada por enchentes, secas e fome, segundo
o levantamento da ONG britânica Human tide: the real migration
crisis.
Mali, localizado no deserto do Saara, na África, seria o
país onde a ameaça do aquecimento global é
mais imediata. "Agricultores já estão achando
impossível sobreviver com a terra da maneira que faziam há
séculos. Níveis erráticos e declinantes de
chuva significam colheitas reduzidas e as pessoas têm que
se mudar para ganhar dinheiro e alimentar suas famílias",
afirma o relatório.
A Christian Aid usa como referência o levantamento do Painel
Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em
inglês) da Organização das Nações
Unidas (ONU) para a previsão de pessoas afetadas pelo aquecimento
global.
A ONG cita um trecho do relatório do IPCC: "Até
2080, é possível que 1,1 bilhão a 3,2 bilhões
de pessoas sofrerão de falta de água; 200 a 600 milhões,
fome; 2 a 7 milhões por ano, enchentes".
>Casos
>O estudo da Christian Aid diz que 155 milhões de pessoas
estão refugiadas atualmente em função de conflitos,
desastres e projetos de desenvolvimento econômico.
"Acreditamos que a migração forçada é
agora a ameaça mais urgente enfrentada pela população
pobre do mundo em desenvolvimento", diz John Davison, autor
do relatório.
"O impacto das mudanças climáticas é o
maior e o mais assustador fator desconhecido dessa equação.
Apenas agora uma atenção acadêmica séria
está sendo devotada para calcular a escala dessa nova onda
humana."
O relatório cita ainda os casos do Sudão, Uganda,
Sri Lanka, Burma e Colômbia.
Na Colômbia e em Burma, diz o estudo, as pessoas mais pobres
que deixavam suas casas em função da violência,
agora também precisam se deslocar por causa das plantações
de grandes agricultores ou para construção de represas.
>Brasil
>A Christian Aid critica ainda a desapropriação
de terras para produção de biocombustíveis.
No caso do Brasil, a ONG diz que é parceira do Movimento
dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e que também se opõe
à expansão da indústria de etanol.
"O MST argumenta que o uso mais importante da terra no Brasil
é para a produção de alimentos para sua população",
diz o relatório.
"A Christian Aid acredita que os países ricos precisam
repensar essa pressa em direção aos biocombustíveis
e reconhece como isso vai tirar milhões de pessoas
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