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Rio de Janeiro, 11 de março de 2010
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8h: programa Faixa Livre, na Rádio Bandeirantes (1360 AM)
 

Toda sexta-feira às 13h, (confluência da rua São José e Av. Rio Branco).
MEIO AMBIENTE
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PRONUNCIAMENTOS
  • 15 de maio de 2007
    Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, Chico afirma que Sergio Cabral, ao propor mudança na legislação ambiental, favorece a Aracruz Celulose. "O irônico de tudo isso é exatamente o fato de que um dos patrocinadores da revisão da lei é justamente o seu autor, que ocupa hoje o cargo de secretário de Meio Ambiente do Governo Cabral". Leia o pronunciamento
  • 15 de maio de 2007
    O que era apenas uma ameça, noticiada em março deste ano, tornou-se realidade no início deste mês. O Caderno de Negócios de O Globo, do último dia 3, publicou a seguinte matéria: "Cabral assina projeto que muda lei ambiental em benefício da Aracruz Celulose. O investimento será bem vindo, se depender do governador. Ontem à tarde, Sérgio Cabral Filho assinou o novo projeto de lei sobre reflorestamento comercial. O texto muda a lei 4.063/2003, que inviabiliza o plantio de florestas de eucalipto e estimula investimentos em solos degradados do Norte e do Noroeste Fluminense.
  • 12 de abril de 2007
    Conforme noticiou amplamente a imprensa nacional, a audiência pública sobre o milho transgênico, realizada no último dia 20 de março pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio deixou sérias dúvidas sobre a segurança das liberações comerciais destes produtos no País. No entanto, o milho transgênico Liberty Link, da Bayer, está na pauta de deliberações da próxima reunião da CTNBio, prevista para os dias 17 a 20 de abril.
  • 10 de abril de 2007
    Queremos saudar, em nome do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o lançamento, hoje, às 15 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Frente Parlamentar sobre Terra, Território e Biodiversidade, também chamada de FRENTE PARLAMENTAR DA TERRA, que congrega parlamentares comprometidos com a Reforma Agrária, a Agricultura Familiar e Camponesa e o Desenvolvimento Sustentável.
  • 3 de abril de 2007
    Cientistas de mais de 130 países estão em Bruxelas, na segunda reunião do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (cuja sigla é IPCC, em inglês), patrocinado pela ONU, para discutir e aprovar o relatório do Grupo de Trabalho II, que trata de "Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade" do Aquecimento Global.
  • 29 de março de 2007
    As críticas ao modelo de desenvolvimento do agronegócio baseado na monocultura (seja ela de cana-de-açúcar, soja ou eucalipto) são inúmeras. O monocultivo, geralmente realizado em grandes extensões de terra, é simultaneamente concentrador de terras, desempregador, agressivo ao meio ambiente e destruidor da biodiversidade.
NOTÍCIAS
 
ARTIGOS
  • O DESENVOLVIMENTISMO INSUSTENTÁVEL DO GOVERNO LULA
    A retomada vigorosa do desflorestamento mostra que nem a presença de Marina Silva no comando da pasta do Meio Ambiente do governo brasileiro é suficiente para dar conta do desafio que é uma política efetiva para a questão do combate ao aquecimento global".
  • A CANA E OS BIOMAS.
    Se a Amazônia fosse boa para a cana, os portugueses já teriam acabado com ela”. Essa foi a ironia utilizada pelo presidente Lula na Cúpula Econômica da União Européia para satisfazer as exigências ambientais – tão hipócritas – do grande capital.
  • SOB O SIGNO DO AQUECIMENTO GLOBAL
    Comemorar o dia mundial do meio ambiente neste ano de 2007 não é tarefa fácil. Afinal, estamos ainda todos sob o impacto dos relatórios do IPCC (Painel Inte-governamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU) que prevê mudanças catastróficas para o planeta caso não se detenha a elevação da emissão de CO2 e outros gases do efeito-estufa. Leia o artigo de João Alfredo Telles Melo.
  • BRASIL NA CONTRAMÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL. Jonas Moraes Correa
    Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil eleito para seu segundo mandato, divulgou em fevereiro último o Programa para Aceleração do Crescimento - PAC, que prevê uma série de medidas e investimento em infra-estrutura que pretendem impulsionar o crescimento econômico do país. A estratégia planeja obras de grande porte como a construção de usinas hidrelétricas. Entre estas, prevê a construção de duas usinas no Rio Madeira, norte do país, no coração da Floresta Amazônica: Usinas de Jirau e Santo Antônio. Juntas produziriam 6.450 MW e inundariam 475 Km² da floresta de maior biodiversidade do Planeta e mais de três mil famílias seriam diretamente impactadas pela formação do reservatório. Um negócio estimado de 11,5 bilhões de dólares.
  • Tempo que resta. Rubens Ricupero
    "Temos apenas oito anos para salvar o planeta. O relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas deixa claro que, para limitar o aumento da temperatura a 2C, é preciso que as emissões de gases-estufa se estabilizem em 2015 e caiam, em seguida, a algo entre 50% e 80% do nível de 2000", escreve Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo e ex-secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 14-05-2007. Segundo ele, "se o pior acontecer, serão nossos descendentes aqui, não em Londres, que verão a Amazônia virar fumaça, o sertão se converter em novo deserto do Saara e as galerias de Copacabana se tornarem tocas de polvos e meros".
  • Biocombustível, o mito do combustível limpo. Washington Novaes
    "Para chamar álcool combustível de limpo é necessário colocar muita sujeira debaixo do tapete", escreve Washington Novaes, comentando o trabalho Biocombustível, o mito do combustível limpo, do professor Arnaldo Alves Cardoso, do Instituto de Química de Araraquara (Unesp), em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 11-05-2007, sob o título O debate crucial dos próximos anos . Segundo Novaes, "no caso da exportação, iremos arcar com os prejuízos ambientais da produção".
 

NOTÍCIAS

Conselho quer parar transposição do São Francisco
Os participantes da III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional aprovaram um pedido ao governo para que interrompa imediatamente as obras do Programa de Revitalização do rio São Francisco, aprovada por maioria expressiva dos delegados. Leia mais...

 

EM DEBATE  - Entrevistas
#EM DEBATE: Monocultura de eucalipto: Crimes ambientais, pobreza e desemprego
A monocultura é vista pelos ambientalistas como uma das principais causas da destruição do meio ambiente. No caso do eucalipto, muitos produtos químicos são utilizados para acelerar o crescimento e as árvores sugam uma quantidade enorme de água do solo. Isso enfraquece a terra e acaba com a biodiversidade local. Grandes empresas de celulose, como por exemplo a multinacional Aracruz, além de cometerem crimes ambientais, geram pobreza e desemprego, e são responsáveis pelo aumento do êxodo rural em muitos estados. Leia mais.../  Ouça a matéria
COMENTARISTAS
Ariovaldo Umbelino de Oliveira
#As terras improdutivas no Brasil e a reforma agrária
Em artigo anterior, sobre as terras devolutas e a concentração fundiária no Brasil, alertei para o fato de que intelectuais, mesmo sem realizar estudos sobre o campo brasileiro, afirmam que o desenvolvimento do capitalismo, via progresso técnico, tornou os latifúndios improdutivos (grilados ou não) em empresas capitalistas. E que, estas empresas tornaram a terra produtiva, logo, dispensando a reforma agrária como alternativa ao desenvolvimento econômico. A reforma agrária ficaria assim, restrita apenas a algumas regiões brasileiras. Vamos à realidade brasileira, e não apenas, ao que a mídia escreve sobre ela. Leia mais.../  Ouça o comentário
NOTÍCIAS
#Jornada do dia 23: Movimentos se unem contra projetos do governo 
Movimentos sociais, sindicais e estudantil estão se mobilizando para realizar uma série de manifestações em todo país nesta quarta-feira (23). Intitulada como Jornada Unificada de Lutas, tem como objetivos o posicionamento contra a atual política econômica, que segundo os movimentos “enriquecem os banqueiros e grandes empresários” e também contra as medidas do atual governo que prejudicam a classe trabalhadora. Leia mais.../  Ouça a matéria
#TV Pública rediscute modelo de comunicação no país
Repensar o conceito de comunicação no Brasil é a questão que envolve as atuais discussões sobre a implantação de uma TV pública no país. Integrantes do governo, emissoras e representantes de entidades civis debatem como criar um novo veículo televisivo que atue no vácuo de debates deixado pelas emissoras comerciais e que estimulem a formação crítica do cidadão. Leia mais.../  Ouça a matéria

#
Ocupação da USP: Estudantes não encontram acordo com reitoria
A reitora da Universidade de São Paulo (USP), Suely Vilella, deu prazo de até 0h desta terça-feira (22) para que os estudantes deixem a reitoria – ocupada desde o dia 03 deste mês. Os educandos reuniram-se com a reitora para negociar o futuro da ocupação, mas até agora nenhuma contraproposta oficial aos estudantes foi dada. Leia mais.../  Ouça a matéria

#MTD ocupa sede da delegacia do Trabalho em Brasília
Cerca de 150 famílias do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), ocuparam na manhã desta segunda-feira (21), a sede da Delegacia regional do trabalho em Brasília (DF). A ação de protesto, que ocorre em mais 10 estados, tem como objetivo evidenciar a luta dos trabalhadores por trabalho livre e sem exploração. Para isto, o movimento acredita que os trabalhadores precisam ser donos dos meios de produção, decisão, conhecimentos e matérias primas. Leia mais.../  Ouça a matéria

#Ministério Público promete reação à aprovação do milho transgênico na CTNBio
Cedendo às pressões das grandes multinacionais, que pouco a pouco se instalam no país, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quarta-feira (16), a liberação comercial do milho transgênico produzido pela multinacional Bayer. O pedido que estava há meses na pauta da CTNBio tem enfrentado a resistência da sociedade pela falta de estudos e comprovações de que esta variedade de semente geneticamente modificada não colocará em risco a saúde da população. Leia mais.../  Ouça a matéria
 
#Jornalista é demitido por citar ligação da Folha de São Paulo com ditadura
A ditadura militar foi a pior inimiga dos jornalistas. Na época, eles eram freqüentemente eram torturados, mortos, e tinham seus textos vetados das páginas dos jornais. A censura hoje já não é mais admitida, mas muitas vezes tem sido aplicada em prol de interesses de empresas que dominam economicamente a comunicação no país. Recentemente, o jornal Meio e Mensagem - em um ato de "auto-censura" - demitiu seu editor Costábile Nicoletta - responsável pela matéria que noticiava a morte do dono do Grupo Folha, Otávio Frias, em abril desse ano. Leia mais.../  Ouça a matéria
#Congresso Nacional tem composição ruralista e empresarial, aponta estudo
O que esperar do novo Congresso - perfil e agenda da nova legislatura? Este foi o livro lançado na última quarta-feira (16), em Brasília (DF), pelo site Congresso em Foco e o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A obra detalha em suas 400 páginas os perfis de cada um dos 618 deputados federais e senadores que compõem o Congresso Nacional. Leia mais.../  Ouça a matéria
#Povos indígenas isolados e sem proteção da lei correm risco de extinção
A extinção dos povos indígenas atinge índices alarmantes segundo levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). De acordo com a entidade entre o ano de 1500 e 2001, aproximadamente 1.470 povos indígenas foram extintos no Brasil. As regiões de maior incidência são a Norte, com 820, e a Nordeste, com 344 povos. O aniquilamento começa por problemas como a falta de assistência e reconhecimento, por parte de estruturas competentes como a Fundação Nacional do Índio (Funai), aos povos quando em contato com outra cultura. Leia mais.../  Ouça a matéria
#Após manifestação, MTST consegue área para abrigar 350 famílias
Depois de ficarem mais de dois dias acampados em frente à Prefeitura Municipal de Itapecerica da Serra, região metropolitana da cidade de São Paulo, os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), conseguiram chegar ao seu objetivo: uma audiência com o prefeito Jorge Costa (PMDB) sobre as famílias do acampamento João Candido. Leia mais.../  Ouça a matéria
Radioagência NP <jornalismo@radioagencianp.com.br>

 

PGR Notícias

CTNBio: sessões abertas são mantidas pela Justiça

Decisão atendeu pedido do Ministério Público Federal no DF.
A Justiça Federal no Distrito Federal determinou ontem, 14 de maio, que todas as reuniões da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) sejam abertas, até o julgamento final da ação movida pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF). A decisão é resultado de um pedido do MPF para estender a liminar que garantiu o acesso de qualquer pessoa às reuniões plenárias e das subcomissões setoriais da CTNBio nos dias 18 e 19 de abril.

Para a procuradora da República Ana Paula Mantovani Siqueira, a extensão da liminar era necessária porque “a situação fática descrita na inicial e os requisitos ensejadores do deferimento do pedido liminar remanescem inalterados.” A decisão abrange as reuniões da comissão marcadas para hoje, amanhã e quinta-feira.

Histórico – Em 22 de março, a sessão plenária da CTNBio foi cancelada após um tumulto causado pela presença de ativistas no recinto. Segundo entendimento do presidente da comissão, Walter Colli, a presença de pessoas estranhas somente poderia ocorrer com a anuência de seus integrantes e em caráter excepcional.

Para o Ministério Público Federal, houve violação do princípio da publicidade. No dia 17 de abril, o MPF entregou uma recomendação ao presidente da CTNBio para garantir a publicidade das sessões, mas a recomendação não foi acatada satisfatoriamente.

Na sessão plenária da CTNBio de 18 de abril, as pessoas presentes que não faziam parte da comissão e queriam assistir à sessão tiveram que assinar um termo de confidencialidade para evitar o vazamento de informações tratadas na reunião.

Segundo o Ministério Público Federal, houve cerceamento do acesso pleno à reunião. O MPF decide acionar a Justiça e consegue liminar da 2ª Vara da Justiça Federal. Agora a decisão é estendida até a senteça final da ação.

jORNAL Valor Econômico, SAO PAULO.
Valor, 15.05.2007


Aportes estrangeiros no Brasil podem superar US$ 9 bi


Os investimentos estrangeiros em usinas de álcool no Brasil poderão ultrapassar US$ 9 bilhões nos próximos anos, se forem concretizados os projetos de empresas que fizeram consultas junto à Dedini Indústrias de Base. O cálculo foi feito com base nas estimativas de mercado de aporte médio de US$ 100 milhões por usina. José Luiz Olivério, vice-presidente de operações da Dedini, reiterou que além de 88 projetos em fase de instalação por grupos nacionais, existem outros 189 em processo de estudos, dos quais pelo menos 50% são de grupos estrangeiros.

Entre os projetos já anunciados, está o plano da japonesa Mitsui de construir 40 usinas em parceria com a Petrobras. Conforme já informou o Valor, grupos como Archer Daniels Midland (ADM), Mitsubishi, Noble Group, o fundo francês Bioenergy Development Fund (BDF, que tem como sócio o banco francês Société Générale), a Brazil Renewable Energy Company (Brenco, lançada pelo ex-presidente da Petrobras Henri Phillipe Reichstul) também já demonstraram interesse em investir no mercado brasileiro de etanol.

Na avaliação de Olivério, ainda não se pode dizer que o setor sucroalcooleiro do Brasil passa por um processo de internacionalização. "O mercado internacional apresenta um grande potencial e quando ele deslanchar, aí sim, os grupos estrangeiros deverão entrar com força no mercado brasileiro. Hoje há pouca participação, e a produção é muito voltada para atender ao mercado interno."
De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), existem hoje no Brasil 357 usinas em operação. A estimativa do governo é que tais usinas processarão na safra 2007/08 entre 475 milhões e 480 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Do volume total estimado para a safra, apenas 6% serão processadas por estrangeiros, segundo a Unica.
Atuam hoje no Brasil as francesas Tereos (dono da Guarani, com três unidades) e Louis Dreyfus (com cinco unidades), as americanas Cargill (Cevasa) e Globex, o Infinity Bio-Energy (grupo com ações negociadas em Londres e participação de fundos estrangeiros), a Noble Group (multinacional com sede em Hong Kong, dona da Petribu) e a argentina Adeco Agropecuária (com uma usina). Os fundos Global Foods e o Carlyle and Riverstone também têm participação na Santa Elisa.
De acordo com Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, até 2010, os grupos estrangeiros deverão responder por 10% da produção do setor. "A efetivação dos investimentos estrangeiros dependerá muito da instalação de infra-estrutura e da demanda internacional", avalia Pádua. Ele observa que na safra 2006/07, de 17,7 bilhões de litros produzidos, 14 bilhões ficaram no país. Ele reitera que há de concreto US$ 17 bilhões em aportes para instalação de 88 usinas, sendo que 19 entram em operação neste ano, 36 em 2008 e o restante, em 2009.
A própria Dedini quer avançar nessa área. A empresa planeja inaugurar, até 2010, a primeira planta para produção em escala industrial de etanol celulósico, que utilizará como matéria-prima o bagaço e a palha da cana. Segundo Olivério, o processo desenvolvido pela empresa permite produzir 40% mais álcool com o mesmo volume de cana e o custo desse etanol está hoje em torno de US$ 40 por barril, mais barato que o petróleo.

Agência EFE, ESPANA
EFE, 15.05.2007


Desmatamento florestal é a segunda fonte de emissão de gases do efeito estufa

Seg, 14 Mai, 12h02

Londres, 14 mai (EFE) - O desmatamento e a queima de florestas tropicais em países como Brasil e Indonésia são a segunda fonte de emissões de dióxido de carbono à atmosfera, segundo um relatório publicado no Reino Unido que pede que este aspecto seja levado "mais a sério" na luta contra a mudança climática.

"Caso a batalha contra o desmatamento seja perdida, perderemos a luta contra a mudança climática", disse hoje à agência Efe o diretor do Programa Mundial para as Copas das Árvores (GCP, na sigla em inglês), que elaborou o relatório, Andrew Mitchell.
"Reduzir o desmatamento oferece a maior oportunidade para diminuir a emissão de gases do efeito estufa à atmosfera nas próximas duas décadas, a um custo muito menor que mediante grandes infra-estruturas e de forma muito mais rápida", acrescentou.

As emissões causadas pelo desmatamento correspondem a entre 18% e 25% do total, superadas apenas pelo setor energético, responsável por 24%. A indústria e os transportes são responsáveis por 14%, e a aviação, por entre 2% e 3%.
A percentagem de emissões de dióxido de carbono causadas pelo desmatamento chega no Brasil a 70%, e a 85% na Indonésia, que se transformou no terceiro maior emissor global de gases do efeito estufa.

"Não se trata de culpar a Indonésia, o Brasil ou qualquer outro país. A única opção que têm para satisfazer essa demanda é desmatar suas florestas", disse Mitchell, que defendeu uma resposta global ao problema.

Apesar de ser uma das principais causas de emissão de gases do efeito estufa, o debate internacional sobre como diminuir a mudança climática foi centrado na redução das emissões causadas pelos setores energético e de transportes, de acordo com o GCP.

O Protocolo de Kyoto exclui os incentivos financeiros pela redução das emissões causadas pelo desmatamento ou pela conservação das florestas tropicais existentes.

O GCP tem como objetivo integrar os estudos florestais em nível mundial em um programa de pesquisa e conservação, focado para o entendimento do papel fundamental das copas das árvores na biodiversidade e nas mudanças climáticas, em um prazo de dez anos. (EFE)

http://br.noticias.yahoo.com/s/14052007/40/saude-desmatamento-florestal-segunda-fonte-emissao-gases-efeito-estufa.html

jORNAL, Meio Norte, PIAUI
Meio Norte, 15.05.2007


Aquecimento global vai gerar 1 bilhão de refugiados

Pelo menos 1 bilhão de pessoas serão forçadas a deixar suas casas até 2050 devido às mudanças climáticas no planeta, prevê um relatório divulgado pela agência internacional de ajuda humanitária Christian Aid.

A grande maioria desses imigrantes será proveniente de países pobres e será afetada por enchentes, secas e fome, segundo o levantamento da ONG britânica Human tide: the real migration crisis.

Mali, localizado no deserto do Saara, na África, seria o país onde a ameaça do aquecimento global é mais imediata. "Agricultores já estão achando impossível sobreviver com a terra da maneira que faziam há séculos. Níveis erráticos e declinantes de chuva significam colheitas reduzidas e as pessoas têm que se mudar para ganhar dinheiro e alimentar suas famílias", afirma o relatório.

A Christian Aid usa como referência o levantamento do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) para a previsão de pessoas afetadas pelo aquecimento global.

A ONG cita um trecho do relatório do IPCC: "Até 2080, é possível que 1,1 bilhão a 3,2 bilhões de pessoas sofrerão de falta de água; 200 a 600 milhões, fome; 2 a 7 milhões por ano, enchentes".

>Casos

>O estudo da Christian Aid diz que 155 milhões de pessoas estão refugiadas atualmente em função de conflitos, desastres e projetos de desenvolvimento econômico.
"Acreditamos que a migração forçada é agora a ameaça mais urgente enfrentada pela população pobre do mundo em desenvolvimento", diz John Davison, autor do relatório.
"O impacto das mudanças climáticas é o maior e o mais assustador fator desconhecido dessa equação. Apenas agora uma atenção acadêmica séria está sendo devotada para calcular a escala dessa nova onda humana."
O relatório cita ainda os casos do Sudão, Uganda, Sri Lanka, Burma e Colômbia.
Na Colômbia e em Burma, diz o estudo, as pessoas mais pobres que deixavam suas casas em função da violência, agora também precisam se deslocar por causa das plantações de grandes agricultores ou para construção de represas.

>Brasil
>A Christian Aid critica ainda a desapropriação de terras para produção de biocombustíveis.
No caso do Brasil, a ONG diz que é parceira do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e que também se opõe à expansão da indústria de etanol.
"O MST argumenta que o uso mais importante da terra no Brasil é para a produção de alimentos para sua população", diz o relatório.
"A Christian Aid acredita que os países ricos precisam repensar essa pressa em direção aos biocombustíveis e reconhece como isso vai tirar milhões de pessoas

 

   
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