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Tempo de estudante é sempre lembrado
com suspiros pela maioria dos adultos: saudosismo?
Pode ser, mas como esquecer aquele ânimo bom para descobrir
o mundo e mudá-lo? Juventude é tempo de idealismo.
Claro que alguns, presos pela ideologia capitalista, logo jogam
seu sonho no consumo: uma BMW antes dos 30 anos...
Esta cartilha não é para quem
já está integrado assim.
O que você vai ler a seguir é
útil para quem acredita na solidariedade e na capacidade
dos seres humanos organizados criarem uma sociedade mais justa,
participativa e fraterna.
Conhecendo a biografia de grandes figuras do
século passado - um Gandhi, uma Pagú, um Che Guevara,
um Mandela, um Chico Mendes, uma Rosa Luxemburgo, um Betinho - você
vai constatar que todos, de alguma maneira, viveram com muita intensidade
seu tempo (curto ou longo) de escola. E ali começaram a definir
o sentido maior de suas vidas. Como diz o povo, "é de
menino que se torce o pepino".
Escola boa não é apenas a que
tem dedicados professores e ensina legal as matérias. Escola
inteira é a que acolhe a participação dos alunos,
e aluno aplicado é aquele que quer ir além da sala
de aula, do conhecimento acadêmico. Estudante, professor,
funcionário e escola têm que estar abertos para o mundo
e suas contradições .
Fechando portas e janelas para os dramas e esperanças da
Humanidade, a escola será um "faz de conta", uma
farsa.
Por tudo isso, o Grêmio, criado por iniciativa dos estudantes,
é um fundamental direito de cidadania e uma decisiva educação
extra-classe. Sua existência, que tanto incomoda as ditaduras
e aborrece os seus filhotes autoritários, está garantida
por uma lei da ex-deputada Rose de Souza.
O Grêmio Estudantil traz a VIDA para a escola, pelas mãos
agitadas daqueles que sabem que "há que se cuidar do
mundo e tomar conta da amizade".
Saiba como fazer.
E vamos à luta, galera!
Chico Alencar foi Presidente da Comissão
de Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ, e ex-presidente do Grêmio
do Colégio de Aplicação da UERJ (1968-1969)
e hoje é Deputado Federal pelo PT.
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