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Chico Alencar é carioca da Tijuca desde meados do século
passado. Filho de dois - um piauiense, uma paulista - e pai de
quatro: Emanuel, Ana, Lia e Nina, das zelosas mães Angela
(os três primeiros) e Claudia.
Chico é professor, formado em História pela Universidade
Federal Fluminense. Defendeu tese de Mestrado em Educação
na Fundação Getúlio Vargas sobre o movimento
das Associações de Moradores do Rio, do qual foi
um dos líderes no início dos anos 80. Lecionou durante
mais de duas décadas em colégios da rede pública
e particular do Rio de Janeiro. É professor licenciado
de Prática do Ensino de História da Universidade
Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.
Dirigiu, entre 1987 e 1988, a Coordenadoria de Apoio ao Educando,
da Secretaria Municipal de Educação, que encaminhou
a primeira eleição direta das direções
das escolas públicas do Rio de Janeiro.
Foi vereador do Rio de Janeiro, pelo PT, de 1989 a 1996. Participou
da elaboração da Lei Orgânica e do Plano Diretor
da Cidade, sempre apresentando emendas reivindicadas pelos movimentos
populares. Em 1998 foi eleito deputado estadual: presidiu a Comissão
de Direitos Humanos e foi vice-presidente da Comissão de
Educação da ALERJ. É Deputado Federal, eleito
pelo PT em 2002 - de novo o mais votado - e reeleito em 2006 pelo
PSOL, com 119 mil votos. Titular do Conselho de Ética,
foi um dos integrantes mais ativos por ocasião da investigação
sobre o "mensalão". Em 1996 candidatou-se à
prefeitura do Rio e, mesmo boicotado pela direção
nacional petista, obteve a terceira colocação, com
642 mil votos, faltando 1,5% para chegar ao segundo turno.
Chico é autor de 26 livros, como História da Sociedade
Brasileira (com Marcus Venicio Ribeiro e Lucia Carpi), Brasil
Vivo (com Marcus Venicio Ribeiro e Claudius), BR-500 e Educar
na Esperança em Tempos de Desencanto (com Pablo Gentili),
além de infanto-juvenis das coleções Viramundo
e Educar nos Valores.
Seu lema de vida vem de Gandhi: "seja a mudança
que você quer no mundo".
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