AINDA SOBRE OS ACONTECIMENTOS NA UFF
Debate e ação coletivas, sempre!

Reafirmamos uma das diretrizes do nosso mandato: divergências políticas devem ser tratadas, única e exclusivamente, através do debate. Somos contra qualquer tipo de violência. Em particular neste momento, em que os desafios são maiores para todos nós que dedicamos o melhor de nossas vidas à construção de uma nova sociedade.
Recebemos várias mensagens com interpretações variadas sobre os acontecimentos e reproduzimos aqui uma nota assinada por vários autores, entre os quais os vereadores petistas Paulo Eduardo Gomes e Renatinho.
Façamos hoje o que desejamos para o futuro. Que o debate e a ação coletivas prevaleçam!

NOTA PÚBLICA CONTRA A PERSEGUIÇÃO A MILITANTES PELO PT

No dia 12 de dezembro de 2004 foi apresentado no diretório municipal do PT/Niterói pedido de comissão de ética contra os militantes do movimento estudantil que se opõe à reforma universitária e à privatização da universidade pública: Flavio, Pedro, Daniel, Carlos, Gustavo, Vinicius,...
Há um perigoso processo, em curso no movimento estudantil, de desmonte das entidades representativas dos estudantes. Antes das eleições da UFF, na UNB verificou-se uma ofensiva do governo, através da chapa do PC do B, para impedir que fosse eleita uma gestão comprometida com a luta contra a reforma universitária e pela universidade pública, gratuita e de qualidade. Uma incrível batalha jurídica está acontecendo em Brasília com prejuízo para o conjunto do movimento estudantil.
Igualmente, em Niterói, correntes políticas governistas que pretendem dividir e fragilizar o movimento estudantil para facilitar a privatização da universidade pública paralisaram o processo eleitoral para eleição do DCE da UFF.
Durante o processo eleitoral, a Chapa 1 - Kizomba, composta por petistas que agora são autores da perseguição política, desde o inicio demonstrou total desrespeito pelas regras da eleição mudando, à revelia da comissão eleitoral, as seções eleitorais de lugar e utilizando a mesma listagem de eleitores para computar votos em mais de uma urna.
Embora a chapa 1 tivesse sido advertida, ainda no primeiro dia durante a reunião da comissão eleitoral, sobre tais práticas que, levaram inclusive ao lacre e isolamento de uma urna, a Kizomba, no segundo dia das eleições, ignorou a advertência e reincidiu em tal irregularidade, levando a urna da seção eleitoral da Química no campus do Valonguinho para a Farmácia em Santa Rosa. Não satisfeita a chapa 1 se recusou a estabelecer em nova reunião da comissão eleitoral um compromisso em torno da retificação das irregularidades cometidas e do respeito às regras previamente estabelecidas para prosseguimento do processo eleitoral.
Essa intransigência e o descompromisso da chapa 1 com os estudantes acabou levando à paralisação das eleições no segundo dia. Não satisfeita com o prejuízo já causado ao movimento estudantil, a Kizomba, após o TRE recolher as urnas eletrônicas, simplesmente furtou as urnas manuais (conforme atesta o depoimento do segurança da UFF) e as levou para o interior onde, enganando os estudantes, simulou a continuidade do processo eleitoral.
Esses fatos levaram a um enorme sentimento de revolta entre os estudantes da UFF que defendiam uma entidade autônoma, independente e representativa dos estudantes. Foi esse sentimento que mobilizou diversos estudantes no protesto por ocasião da palestra realizada pelo PT na UFF. Foi esse sentimento que levou os 150 estudantes a marcharem do campus do Gragoatá até a Reitoria para fazer cumprir a decisão unânime da Assembléia Geral de Estudantes da UFF no sentido de anular o processo eleitoral e convocar novas e legitimas eleições.
Nesses protestos estavam todos os estudantes preocupados com esses fatos e que não querem permitir que o movimento estudantil se fragmente e caia no descrédito como interessa ao governo e ao Capital interessado em avançar sobre o negócio da educação. Estavam lá presentes os estudantes que defendem a existência de entidades fortes e representativas que possam enfrentar as propostas de privatização em curso.
Os militantes do movimento estudantil que agora estão sendo vitimas de ameaça pelo partido estavam lá, coerentes com sua trajetória, ao lado dos estudantes na defesa da independência e autonomia das entidades estudantis e na luta pela universidade pública, gratuita e de qualidade.
Esses militantes nada mais faziam a não ser apoiar o movimento, inclusive garantindo que a decisão da Assembléia dos estudantes fosse cumprida sem violência apesar da resistência da chapa 1 em acatá-la.
Apesar dos pequenos conflitos (que lamentamos), eles colaboraram para que a decisão soberana dos alunos da UFF fosse cumprida sem que houvesse maiores enfrentamentos e ferimentos. Qualquer perseguição política a estes estudantes significa uma perseguição a quem segue coerente na defesa dessas bandeiras históricas do movimento estudantil e movimentos sociais.

PAULO EDUARDO GOMES - VEREADOR PT/NITERÓI

RENATINHO - VEREADOR PT/NITERÓI

CLAUDIO GURGEL - DIRETÓRIO ESTADUAL DO PT/RJ

FLAVIO ALVES SERAFIM - EXECUTIVA PT/NITERÓI

GUSTAVO GOMES - DIRETÓRIO MUNICIPAL PT/NITERÓI

DANIEL SOUSA - DIRETÓRIO MUNICIPAL PT/NITERÓI

JULIO FIGUEIREDO - DIRETÓRIO MUNICIPAL PT/NITERÓI

PATRICIA CORDEIRO - DIRETÓRIO MUNICIPAL PT/NITERÓI