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O depoimento do delegado federal
Protógenes Queiroz nesta quarta-feira (8) na CPI da escuta telefônica
expôs a parcialidade do presidente da comissão, o também
delegado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), contra a qual Chico Alencar se insurgiu.
Além de exigir tratamento respeitoso para Queiroz, cobrou a marcação
de uma data para o depoimento do banqueiro Daniel Dantas, que chegou a
ser preso na Operação Satiagraha.
Responsável pela marcação da data, o relator Nelson
Pellegrino (PT-BA), disse estar
avaliando a necessidade de um novo depoimento, uma vez que Dantas já
esteve na comissão. Chico contestou a resposta e Pellegrino afirmou
que ele chegou agora na comissão, o que levou Chico
a afirmar: Cheguei aqui agora, mas não cheguei agora na vida.
Outros deputados defenderam um novo depoimento de Dantas, entre eles
Ivan Valente (PSOL-SP). Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais
sem Terra (MST), do PSOL, profissionais liberais, entre outros simpatizantes
de Protógenes acompanharam o depoimento, muitos com camisetas onde
se lia: Protógenes contra corrupção.
Em seu depoimento Protógenes afirmou que Todas as interceptações
telefônicas foram com autorização judicial e fiscalização
diuturna do Ministério Público Federal. O grande volume
de dados que se tem é de uma operação que não
tem escuta clandestina. Nas duas investigações se tentou
buscar e ver se identificava escuta clandestinas, o que não aconteceu.
Protógenes afirmou ainda que o compartilhamento de informações
com a Abin foi dentro da legalidade. Negou também ter vazado informações
para a imprensa.
Fusão de teles - Ele disse ser de conhecimento público
que o banqueiro Daniel Dantas, preso na Satiagraha, teve interesses atendidos
na fusão das teles Brasil Telecom e Oi, realizada no ano passado.
Afirmou que dentro da Satiagraha notou-se atos relativos a este tema,
mas se recusou a detalhá-los.
Disse ainda que Daniel Dantas teria interesse em obras importantes do
governo, como a transposição do Rio São Francisco.
Afirmou também que o banqueiro teria mais terras no subsolo brasileiro
do que a mineradora Vale do Rio Doce.
Redação com informações do G1.
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