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Chico defendeu esta semana que haja o aprofundamento no
país da democracia econômica e cultural e não apenas
política. Disse ainda esperar que a democracia política
"não seja apenas exercício bienal do voto, mas que
as maiorias sociais possam ter expressão política, pois
não têm." Chico lembrou que no atual Congresso 55% dos
eleitos, deputados e senadores são, declaradamente financiados
por grandes empreiteiras, bancos, agronegócios. "Este é
um direito de uma sociedade capitalista e semidemocrática, no entanto,
o peso é desproporcional em relação aos interesses
da maioria e do chamado interesse público."
Por isso reafirmou a necessidade de se avançar na direção
do financiamento exclusivamente público, com controle social, das
campanhas eleitorais. "Haverá muito menos gasto do que há
hoje, sem dúvida nenhuma, e de forma equânime entre as propostas
partidárias, já terá sido um passo importantíssimo,
que irá revolucionar muitos pontos do nosso sistema eleitoral."
Afirmou ainda que é a favor de lista partidária aberta nas
votações : "Aberto é muito melhor: regime fechado,
regime aberto, uma pessoa fechada, uma pessoa aberta. Então, é
a lista partidária que defendemos como antídoto às
oligarquias que dominam, os grupos de cúpula, que existem nos partidos
de direita ou de esquerda, e que pode ser também flexibilizada
pelo próprio eleitor. Ele vota no partido, na proposta - socialista,
trabalhista, capitalista, social-democrata, liberal - , mas, ao lado disso,
se quiser, ele indica um nome naquela lista partidária que pode,
assim, subir. Isso não é uma invenção brasileira.
Isso existe na Suécia, na Noruega, na Bélgica."
Chico disse que é preciso fixar esses 2 pontos: desprivatizar a
política e começar a descoronelizá-la.
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