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A firme atuação do deputado estadual Marcelo
Freixo, que presidiu a CPI das Milícias, e do delegado Vinicius
George, que também atuou na CPI, os colocou na alça de mira
dos milicianos cariocas. Mais um plano para matá-los foi desvendado
pela Polícia Civil. A ação teria como um dos envolvidos
o ex-policial militar Fabrício Fernandes Mirra, preso desde 2008,
mas que controla os negócios de dentro da cadeia.
Freixo afirma a gravidade da situação e diz: "Esse
caso revela a existência de um consórcio de milícias,
um grau a mais de organização desses grupos. Mostra do que
esses grupos são capazes". Segundo as investigações,
Mirra foi contatado para executar os crimes por meio de uma carta recebida
de outra facção de milícia, controladora dos negócios
ilegais da comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, na Zona
Oeste.
Na última semana a polícia cumpriu treze de 31 mandados
de prisão, realizou quatro prisões em flagrante e apreendeu
um menor de 15 anos. Com eles foram encontradas escopetas revólveres,
pistolas e munição. O grupo controla(va) 23 comunidades
no Rio. Freixo diz: "É fundamental que a sociedade reaja.
Prender é importante, mas não basta porque mesmo na cadeia
esses grupos continuam agindo. Essas prisões foram só um
primeiro passo. Agora é preciso que se chegue a quem encomendou
o plano. E é necessário asfixiar a atividade econômica
das milícias. Não dá pra imaginar que autoridades
sejam tolhidas por esse tipo de ameaça".
Entre outros "negócios", esse grupo de milicianos explorava
o setor imobiliário. Foi responsável pela invasão
de 23 blocos do condomínio Village Pavuna, com a venda de 350 apartamentos,
com lucro estimado em mais de R$ 1,7 milhão.
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