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O PSOL protocolou, na segunda-feira, dia 1º de junho,
no Supremo Tribunal Federal (STF) ação direta de inconstitucionalidade
(Adin) em que contesta duas leis do Estado do Rio de Janeiro, do ano de
2007, que tratam da criação de fundações de
saúde e da relação trabalhista de seus funcionários.
O partido pede ainda medida cautelar para suspender a eficácia
de ambas as leis até o julgamento final da Adin. Chico diz que
essa ação foi solicitada há mais de um ano pelos
servidores públicos da área da saúde, do Rio.
Os principais argumentos da ação são os de que os
servidores públicos regem-se, ainda, por regime jurídico
único, sendo, segundo o PSOL, inconstitucional a fixação
legal de regime dos trabalhadores das fundações pela CLT,
como fazem as leis. Outro é de que o Estado do Rio não poderia
fixar regras de direito do trabalho, como fez, uma vez que essa é
iniciativa exclusiva da União nesta matéria legislativa;
e de que inexiste, ainda, lei federal regendo a criação
das fundações públicas. Não estão reguladas,
por exemplo, as aéreas e competências de atuação
destas fundações - matéria que também é
de iniciativa da União, conforme determina a Constituição.
A Lei Estadual 5.164 foi sancionada pelo governador Sérgio Cabral
em 17 de dezembro de 2007 e autoriza o Poder Executivo a instituir três
fundações estatais na área da saúde: de Hospitais
Gerais, de Hospitais de Urgência e dos Institutos de Saúde
e Central de Transplantes. O artigo 22 da mesma lei determina que o regime
jurídico das relações de trabalho será previsto
pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o que fere
o regime jurídico original, previsto no artigo 39 da Constituição
Federal, que não admite relação entre servidores
e administração pública pela CLT.
Já a Lei Complementar 118, de 29 de novembro de 2007, autorizou
a criação de três fundações estaduais
para a área de saúde. A Lei 5.164 é posterior à
edição da Lei Complementar 118, que, por consequência,
padece do vício de inconstitucionalidade formal. Além disso,
a lei complementar invade competência da União, que define
as áreas passíveis de atuação das fundações.
Na Adin, o PSOL solicita medida cautelar para suspender a eficácia
da Lei 5.164 e da Lei Complementar 118 até o julgamento do mérito,
cobra informações do Governo do Rio de Janeiro e da Assembléia
Legislativa, e pede a oitiva do advogado-geral da União e do procurador
Geral da República. No próximo dia 17 representantes da
categoria se reunirá em Brasília para debater o tema.
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