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PSOL sustenta luta para derrubar governo tucano corrupto
No Rio Grande do Sul nosso partido, o PSOL, está no olho do furacão
da luta política pela derrubada de um governo burguês marcado
e caracterizado pela corrupção generalizada. Embora não
tenhamos mobilizações sociais ainda em curso, há
uma demanda democrática na sociedade e atores políticos
dispostos a defendê-la. Trata-se de um movimento democrático,
onde buscamos aliados e apoio entre todos os que não aceitaram
ou não aceitam mais a continuidade de um governo deste tipo.
Faz meses que temos trabalhado para conquistar apoios para esta política
e provas de nossas convicções. Atuamos com audácia
e sem sectarismo, reconhecendo o valor de todos os que rejeitaram e repudiam
a corrupção do governo. Por isso, por exemplo, aplaudimos
quando a Polícia Federal realizou a operação que
descobriu a fraude do Detran - mais de 40 milhões de reais roubados
dos cofres públicos pela máfia que governa o Estado. Por
isso apoiamos de modo decisivo a CPI do Detran, embora não tenhamos
nos conformado com seu final nem com a posição da bancada
da oposição na Assembléia, comandada pelo PT, que
não convocou a população para pressionar pela continuidade
das investigações. Reconhecemos também desde o início
o papel desempenhado pelo vice-governador Paulo Feijó, mais concretamente
a partir do momento em que teve a coragem de revelar as gravações
de sua conversa com Buzatto, ex-secretário de governo, feitas para
denunciar a c orrupção do núcleo de governo de Yeda
Crusius. Entre outros, nesta luta, temos contado com a independência
do Ministério Público de Contas dirigido pelo Procurador
Geraldo Da Camino. Foi aí que recorremos sempre para apresentar
nossas denúncias porque confiávamos que o Procurador Da
Camino não aceitaria pressões dos poderosos de plantão.
Agora estamos num momento decisivo. Como sabe toda a sociedade gaúcha,
o núcleo dirigente de nosso partido decidiu apresentar novas e
definitivas denúncias. Numa coletiva de imprensa apresentamos fatos
graves que ocorreram (caixa dois, desvio de recursos públicos,
compra da mansão da governadora com dinheiro ilegal, etc) e que
provam o que temos sustentado, isto é, o caráter não
apenas antipopular mas corrupto do governo. Foi uma coletiva feitas às
vésperas do carnaval, mas que teve sua urgência imposta pela
tragédia da morte misteriosa de uma das principais testemunhas
- o senhor Marcelo Cavalcante, ex-representante do governo Yeda Crusius
em Brasília - que iria corroborar na justiça as denúncias
que trouxemos a público. A cobertura de nossa coletiva foi enorme.
Todos reconheceram imediatamente a gravidade das denúncias. A imprensa
nacional, em particular a Folha de SP, deu destaque para o assunto. No
mesmo dia da entrevista o governo fez uma declaração de
apenas uma linha, refutando nossas acusações. A nota lacônica
do governo, depois de uma reunião de quatro horas às portas
fechadas, era um claro sinal de que o governo tinha sido posto na defensiva.
Infelizmente, uma parte da imprensa gaúcha começou cedo
a dizer que nossas acusações poderiam não ser verdadeiras
já que, afinal, não apresentamos as provas. Alguns tentaram
questionar nossa responsabilidade e passar a idéia de que o mandato
de nosso vereador Pedro Ruas e nossa Deputada Federal Luciana Genro estavam
em questão. O PSDB nacional chegou ameaçar ir ao Conselho
de Ética contra Luciana Genro. Nos dias seguintes a própria
governadora faria acusações levianas aos líderes
do partido.
No dia de hoje o governo estadual anunciou uma série de medidas
que supostamente atendem reivindicações de obras e melhorias
salarias de alguns setores do funcionalismo. São obras requentadas.
Novas mentiras. Não há nada deste governo que de fato melhore
o Rio Grande. O trabalho central de sua cúpula é como escapar
da justiça e ocultar o assalto aos cofres públicos. Ademais,
sua política de déficit zero tem sido na verdade o abandono
da saúde, da educação e da segurança pública.
O Jornal Zero Hora de hoje informa a nova tática do governo estadual
depois de ficar totalmente atordoado com as denúncias do PSOL.
"Enquanto o Piratini reage no plano administrativo, a executiva nacional
do PSDB se reúne na quarta-feira em Brasília para discutir
formas de blindar a gestão de Yeda. Entre as medidas em debate,
está a presença mais frequente no Estado dos candidatos
à Presidência José Serra e Aécio Neves, deputados
e senadores tucanos"
O jornal ainda completa: "Segundo o deputado federal Claudio Diaz,
vice-presidente nacional do partido, o objetivo é estabelecer um
plano de contra-ataque à oposição. Partidos e sindicatos
foram responsáveis nas últimas semanas por uma campanha
de outdoors contra Yeda e divulgação de suspeitas sem provas
sobre supostas irregularidades cometidas pela governadora na campanha
eleitoral de 2006 e depois da posse"(Zero Hora - 02 de março
de 2009).
Por meio desta nota, em nome do PSOL, informamos de modo simples nossa
política: reafirmamos nossas denúncias. Reafirmamos uma
por uma. Todas elas. Estamos no centro do ringue. Os que tentaram passar
a idéia de que nossas denúncias são falsas estão
perdendo força. A população apóia nossa causa,
uma causa do povo. Os corruptos e mafiosos que comandam o Rio Grande não
tiveram nem mesmo a coragem de nos processar. Sabem que não somos
nós os que estão em dívida com a justiça.
Todas as provas estão já em poder do Ministério Pública
Federal e da Juíza Simone Barbisan. Apontamos desde o início
onde elas foram entregues. Nossas denúncias, portanto, estão
sim comprovadas. Basta que se revele a documentação em mãos
do poder público judicial. Nosso partido defende a mobilização
popular. Defendemos que a população se organize democraticamente
para defender os interesses públicos do Rio Grande. Isso passa
por derrubar a máfia instalada no Palácio Piratini. Por
isso nos dirigimos na semana passada para reivindicar do Presidente da
Assembléia Legislativa o andamento de nosso pedido de impeachement.
Estamos convencidos de sua necessidade. Queremos convencer toda a sociedade
gaúcha.
Não poderíamos, finalmente, deixar de mencionar o orgulho
que temos em contar com porta vozes tão sérios, competentes,
corajosos e comprometidos com a luta do povo como Luciana Genro e Pedro
Ruas. Ambos demonstram de que a voz de nosso partido não será
calada. Convocamos a sociedade a se mobilizar, a se organizar para defender
os interesses públicos do Rio Grande. A queda deste governo antipopular
e corrupto será uma vitória democrática contundente.
E somos confiantes nesta luta. A sociedade sairá deste confronto
com mais cultura democrática. Nosso partido no Rio Grande sairá
muito mais forte.
Roberto Robaina
Presidente do PSOL-RS
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