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A Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público aprovou na última quarta-feira
(3) o Projeto de Lei 1741/07, do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que
exige que as instituições financeiras avisem o Conselho
de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as operações
suspeitas realizadas pelas chamadas pessoas politicamente expostas (Ppes).
A proposta define as Ppes como os agentes públicos que desempenham
ou tenham desempenhado cargos, empregos ou funções públicas
relevantes nos últimos cinco anos, seja no Brasil ou no exterior.
Os representantes desses agentes, seus familiares e colaboradores próximos
também estarão sujeitos a esse controle.
A proposição vai além da normatização
estabelecida pela Resolução 16/07 do Coaf, ao ampliar a
lista de autoridades brasileiras a serem consideradas pessoas politicamente
expostas. A proposta inclui os vice-governadores, os deputados estaduais,
os desembargadores dos tribunais de Justiça, os conselheiros de
tribunais e conselhos de contas, os prefeitos, os vice-prefeitos e os
vereadores.
Atualmente, a resolução do Coaf inclui o presidente da
República, ministros de Estado, deputados federais, senadores,
integrantes da Justiça Federal, governadores, prefeitos e presidentes
de câmaras municipais das capitais estaduais, entre outros.
A relatora do projeto, deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), recomendou
sua aprovação. "A edição de lei ampliando
o rol de agentes politicamente expostos contribuirá para coibir
operações financeiras suspeitas praticadas por agentes públicos",
afirmou.
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado
pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao
Crime Organizado; Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Matéria publicada no JB online com base em informações
da Agência Câmara.
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