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O ato público contra a crise organizado pelo PSOL,
na última quinta-feira (2/4), reuniu cerca de mil militantes e
simpatizantes na Cinelândia. Foram apresentadas propostas do partido
contra o desemprego - o congelamento das demissões e a estatização
das empresas que recebem dinheiro público e demitem, e contra a
corrupção - fim do financiamento privado das campanhas eleitorais,
a revogabilidade dos mandatos e o fim do sigilo fiscal e bancário
dos políticos e agentes públicos.
Foi um ato marcado pela indignação cidadã e pela
ousadia, afirmou Chico. Em apoio ao delegado Protógenes Queiroz,
que participou da manifestação, disse ser um absurdo que
"quem investiga banqueiro acabe virando réu". Afirmou
que na mesma situação está o juiz De Sanctis. Ambos,
segundo Chico, sofrem por terem mexido com poderosos.
A manifestação contou com a participação
dos deputados federais Ivan Valente e Luciana Genro e da presidente nacional
do PSOL Heloísa Helena, que afirmou que a crise pela qual passa
o país não é nova. "Já existia na vida
do povo pobre há muito tempo. Agora passou a ter repercussão
porque tocou no coração da elite."
Protógenes afirmou que é papel do servidor público
combater a corrupção e as arbitrariedades e agradeceu o
apoio que o PSOL tem oferecido. O deputado Marcelo Freixo, o vereador
Eliomar Coelho, o presidente estadual do partido, Jefferson Moura, foram
alguns dos outros presentes.
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