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Anistia sem impunidade
 

Uma sessão solene realizada por iniciativa de Chico Alencar segunda-feira, dia 31 de agosto, na Câmara dos Deputados lembrou os 30 anos da Lei da Anistia. Durante o evento Chico defendeu a abertura dos arquivos do período da ditadura. "Esta é uma permanência que temos que combater; negar esses documentos oficiais é negar o direito à memória". Afirmou ainda que enviará requerimento ao Ministério da Defesa cobrando explicações sobre a morte do guerrilheiro Virgílio Gomes da Silva, o Jonas.

"Já três décadas se passaram desde a publicação da lei. Precisamos comemorar a luta pela democracia e rememorar, sobretudo para as novas gerações, os ásperos tempos da ditadura militar, garantindo que o autoritarismo não se repetirá", afirma Chico.

Chico lembrou que o Brasil "teve nada menos que 20 mil condenados por tribunais militares, 10 mil exilados, 4.767 cidadãos que exerciam mandatos políticos com seus direitos cassados e 474 mortos e desaparecidos".

   
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