O Congresso aprovou esta semana a PEC que torna a "alimentação"
um direito constitucional. Em discurso durante a votação
Chico afirmou que : "Direito à alimentação
significa direito à alimentação saudável,
reforma agrária, reconhecimento de que a produção
dos alimentos que nos nutrem vem sobretudo das micro, pequenas e
médias propriedades, significa também educação
alimentar desde as primeiras séries escolares para que saibamos
o que de fato nos alimenta, significa fazer uma pequena grande revolução
cultural, significa aprender até a mastigar pelo menos 15
vezes antes de engolir o alimento."
Segundo Chico, incluir a alimentação na Constituição
significa mudança qualitativa e empenho para que essa mudança
aconteça de fato, saia do papel e venha para a vida. "Um
povo de alimentados é um povo que caminha para a cidadania,
afirmou, apesar de reconhecer que ainda estamos subnutridos, inclusive,
em cidadania.", disse.
O voto na PEC, afirmou, teve o significado de compromisso efetivo,
para podermos ter continuadamente uma política de segurança
alimentar e nutricional. "Porque não basta encher a
barriguinha dos brasileiros mais deserdados, é preciso olhar
também a qualidade dessa alimentação. Um risco
aparece com ênfase de símbolo quase religioso em praticamente
quase todas as cidades do mundo, o do McDonalds. Há uma macdonaldização
do hábito alimentar, o fast food , a hamburguesação
da nossa maneira de preencher uma necessidade vital que é
a da alimentação.
Colocar no projeto direito à alimentação tem,
portanto, muitos significados, além de preencher uma lacuna
incompreensível da nossa Constituição. O deputado
no entanto alerta que para cumprir esse direito social do povo brasileiro
será necessário permanecer alerta:
"Este é um país de bacharéis; este é
um país de discursos; este é um país que falava
da liberdade no tempo da escravidão, falava da independência
no tempo da colonização, falava dos ideais republicanos,
mantendo o patriarcalismo, o coronelismo, o clientelismo, o machismo,
e uma série de elementos culturais que negavam o discurso
e às vezes o próprio texto da lei."