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AS ESQUERDAS NO BRASIL
Em entrevista concedida ao Jornal do Brasil deste domingo (9/3), Chico enfatiza a importância de governar o município com transparência. E sinaliza com propostas para as áreas sociais. "Trata-se de uma articulação de políticas. É quando a prefeitura entra para oferecer alternativas culturais aos jovens que seriam capturados pelo tráfico. Precisamos ser o braço educador, civilizador e esperançoso do Estado. O desarmamento é fundamental". Leia a íntegra da entrevista.
 

Entrevista / Jornal do Brasil

Tijucano, o deputado federal do Chico Alencar (PSOL-RJ) lamenta que hoje o Rio seja uma bela paisagem machucada e dispara:

- Dizer que o governo municipal é salvação é engodo, mas com certeza pode ajudar e muito a situação da cidade.

Apesar de tardia, a reação do boicote ao IPTU é, para Alencar, um protesto em que a população deseja por fim saber "como o dinheiro está sendo usado".

- Não se faz política a portas-fechadas e desta maneira autoritária do Cesar Maia - dispara. - Há falta de brilho, um esgotamento. O prefeito tornou-se um burocrata, como se quisesse encerrar o mandato.

Preocupação número 1 dos cariocas, a violência deve, para o deputado, ser mais do que uma questão de polícia:

- Trata-se de uma articulação de políticas. É quando a prefeitura entra para oferecer alternativas culturais aos jovens que seriam capturados pelo tráfico. Precisamos ser o braço educador, civilizador e esperançoso do Estado. O desarmamento é fundamental.

O transporte urbano, para Alencar, será sempre um desafio e terá um grau de complicação especial no Rio, por conta "das dificuldades topográficas e demográficas".

- Ainda assim, o Rio é um espaço para se ter mais articulação entre os governos municipal, estadual e federal.

Historiador e ex-filiado ao Partido dos Trabalhadores, Alencar defende para um plano de governo participação popular permanente, descentralização administrativa, transparência total sobre gastos.

- O debate de idéias é importante. Às vezes é melhor buscar alianças com a população que está desiludida do que com velhos caciques - comenta.

Sobre um possível apoio à frente PV, PSDB e PPS, o deputado diz que o PSOL não faz aliança com PSDB por questões políticas "diametralmente opostas".

Reposicionamento
- O Rio foi uma cidade-estado, um ambiente muito cosmopolita. Precisamos retomar isso para que a cidade seja um pólo político e de interlocução nacional e mundial. O prefeito e a Câmara Municipal têm de se manifestar sobre a guerra de Bush, o aquecimento global e a invasão do território equatoriano. é isso que faz parte do que chamo de grande política.

(*) Entrevista publicada no Jornal do Brasil, em 9 de março de 2008.

   
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