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Agenda de debates entre os presidenciáveis do PSOL
1) Rio de Janeiro (RJ) – 08 de fevereiro
2) Salvador (BA) – 22 de fevereiro
3) Belém (PA) – 25 de fevereiro
4) Brasília (DF) – 27 de fevereiro
5) Belo Horizonte (MG) – 01 de março
6) Recife (PE) – 04 de março
7) Fortaleza (CE) – 05 de março
8) Macapá (AP) – 06 de março
9) São Paulo (SP) – 12 de março
10) Porto Alegre (RS) – 13 de março
Entenda aqui por que o PSOL considerou inviável o apoio à candidatura de Marina Silva.
A ruptura da senadora Marina Silva com o Partido dos Trabalhadores (PT) a partir de críticas à política ambiental do governo Lula, dada a grande importância da questão ambiental, levou diversos companheiras(os) do PSOL a supor que sua candidatura poderia atrair setores preocupados com o meio ambiente, descontentes com a corrupção, uma juventude “potencialmente ecológica”, além de parte dos movimentos sociais que sempre orbitaram em torno do PT. Imaginou-se que Marina poderia viabilizar a formação de uma corrente à esquerda do governo Lula, em torno de uma visão de sustentabilidade ecológica e social, visão que expressasse uma contestação ampla ao modelo de sociedade capitalista vigente.
Reconhecendo o forte apelo que a trajetória emblemática de Marina causa, a direção do PSOL buscou diálogo com sua candidatura – ao mesmo tempo em que dialogou com outros setores sociais e políticos – a partir de bases programáticas. Ao que tudo indica, as opções de Marina foram outras: a anunciada “refundação programática” do PV não se materializou; o PV permanece nos governos dos mais diferentes partidos, reforçando a geléia partidária geral; Marina se aproximou de setores do empresariado e se afastou dos movimentos sociais; em Estados importantes como o Rio de Janeiro terão palanques em conjunto com Serra numa coligação que envolve Democratas e PSDB; Marina tem declarado que os Governos Lula e FHC foram positivos, sem esboçar qualquer crítica à política econômica excludente e aos projetos políticos assemelhados.
As opções de Marina levaram a Executiva Nacional do PSOL, em reunião no dia 21 de janeiro, a "considerar encerradas as negocioações em torno do apoio do PSOL à candidatura do PV à presidência da República". Em abril teremos nossa Conferência Eleitoral, e a militância definirá soberanamente nossa tática para 2010.
Permanecemos sob um sistema eleitoral antipopular, no qual as maiorias sociais não se tornam maiorias políticas, e estão mantidos o financiamento privado e abusivo de campanha, o voto de clientela e outras cláusulas de barreira. Corremos o risco de uma eleição polarizada por Dilma (PT-PMDB) x Serra (PSDB-DEM) sem divergências – de fôlego – de projetos para o Brasil. O PSOL tem a difícil tarefa de romper com essa polarização e apresentar outro projeto de desenvolvimento para o país: com ampliação da participação política; com conservação e preservação de nossos biomas; com redução da desigualdade; com ampliação de direitos; com a superação de opressões.
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