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23/03/2012 até 29/03/2012
 

 O GLOBO – 27 de março


Carlinhos Cachoeira cita repasses ao senador Demóstenes Torres

Nome do ex-líder do DEM no Senado aparece seis vezes na gravação da PF

Maria Lima e Chico de Gois
 
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por exploração de jogos ilegais em Goiás, pode ter repassado mais de R$ 3 milhões ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Gravações da Polícia Federal revelam que Cachoeira, o contador Giovani Pereira Silva e o sócio Cláudio Abreu conversaram ano passado sobre várias cifras e, em meio à contabilidade, fizeram referências a supostos repasses ao senador. Trechos dos diálogos foram divulgados pelo “Jornal Nacional” nesta quinta-feira.
As conversas foram interceptadas ano passado, no começo da Operação Monte Carlo. Cachoeira, Abreu e Silva estão fazendo contas de movimentação financeira da organização. Num determinado momento, Abreu pergunta a Cachoeira quanto ele reteve. “Um milhão do Demóstenes”, responde Cachoeira. Na sequência da conversa, Cachoeira menciona outras cifras e relaciona os números ao senador. Seria R$ 1,5 milhão, mais R$ 600 mil e mais R$ 1 milhão. Essa última cifra teria sido o valor a ser retido, segundo noticiou o “JN”.
 
Representação no Conselho de Ética
A soma daria, nos cálculos de Cachoeira, R$ 3,1 milhões. Abreu corrige o sócio e diz que parte do dinheiro já vinha sendo retida desde a eleição do Demóstenes por recomendação do próprio Cachoeira. A conversa dura cinco minutos, e os três mencionam o nome “Demóstenes” seis vezes. Nos trechos divulgados pela TV não estão claras as circunstâncias e nem os objetivos da suposta movimentação financeira.
Está nas mãos do líder do PMDB , Renan Calheiros (AL), e do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recompor o Conselho de Ética do Senado, acéfalo desde setembro do ano passado, para que tramite a representação contra Demóstenes, apresentada ontem pelo PSOL. O documento pede abertura de processo disciplinar para investigar quebra de decoro parlamentar, com punições que vão até a perda do mandato, pelas suspeitas relações do senador com Carlinhos Cachoeira.
O vice-presidente do Conselho de Ética, Jayme Campos (DEM-MT), disse que é preciso que o PMDB indique o substituto do ex-presidente João Alberto (PMDB-MA). A partir daí, ele convocará, em cinco dias, uma nova eleição para que o novo comando do colegiado analise a admissibilidade da representação.
O maranhense João Alberto comandou o conselho de abril a setembro do ano passado. Antes dele, o conselho ficara desativado dois anos. Mas o líder Renan Calheiros foi categórico:
- Isso não é problema do PMDB, não! Não é o líder que cuida disso, não! Eu sei lá quem!!
Com o impasse, caberá a Sarney decidir que destino dar ao conselho e à representação contra Demóstenes, assinada pelo presidente do PSOL, deputado Ivan Valente (SP). Ele protocolou o pedido acompanhado pelo senador Randolfe Rodrigues (AP) e pelo deputado Chico Alencar (RJ).
Na representação, o PSOL pede que sejam chamados para depor Carlinhos Cachoeira e os demais envolvidos no inquérito apresentado pelo MP.
 
 
 
JORNAL DO BRASIL – 27 de março

Possível mudança de nome da Ponte Rio-Niterói irrita militares

Jorge Lourenço
 
Os militares e os políticos da direita mais sisuda não gostaram da iniciativa do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), que apresentou projeto de lei para mudar o nome da Ponte Rio-Niterói para Ponte Herbert de Souza, em homenagem a Betinho. O nome oficial hoje é Ponte Presidente Costa e Silva.
 
Sai para lá!
 
Publicamente, os militares já disseram que os políticos da esquerda só deveriam homenagear seus heróis em monumentos que eles mesmos construíram. O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP-RJ) faz parte do coro.
 
“A esquerda quer mudar o nome da Ponte Costa e Silva para Betinho. Que tal fazer alguma obra para o país ao invés de renomear uma contribuição feita pelos militares?”, questionou o parlamentar.
 
Em tempo
 
Flávio divulgou aos sete ventos nesta terça-feira (27/03) um vídeo no qual o seu irmão, Carlos, defende a aprovação de um projeto de lei que proíbe a veiculação de material didático sobre diversidade sexual em escolas municipais do Rio.
 
Para ilustrar seu argumento anti-LGBT, ele simulou uma história de amor entre “o Eliomarzinho e o Brizolinha” na Câmara dos Vereadores. Qualquer semelhança com Eliomar Coelho (PSOL) e Brizola Neto (PDT), opositores do projeto, é pura coincidência.
 
 
G1 – 27 de março

PGR vai pedir ao STF inquérito sobre denúncias contra Demóstenes
 
Após reunião, parlamentares disseram que PGR anunciou que abrirá inquérito.
Procuradoria diz que não há prazo para envio de inquérito ao Supremo.
 
Débora Santos
 
Após reunião com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nesta terça-feira (27), parlamentares da Frente de Combate à Corrupção afirmaram que Gurgel anunciou que encaminhará ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de abertura de inquérito para apurar a relação de Demóstenes Torres (DEM-GO) e outros deputados e senadores com o empresário do ramo de jogos ilegais Carlos Cachoeira, preso pela Polícia Federal no fim de fevereiro.
 
A informação foi confirmada por quatro parlamentares que participaram da reunião com Gurgel: o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), e os deputados Francisco Praciano (PT-AM), que coordena a frente parlamentar anticorrupção e Chico Alencar (PSOL-RJ).
 
Depois da declaração dos parlamentares, a assessoria da PGR disse que Roberto Gurgel tomará as medidas cabíveis em breve. Ele deve abrir inquérito, mas ainda não há prazo. A assessoria diz ainda que há “indícios” de envolvimento de pessoas com foro privilegiado com o jogo ilegal.
 
Após o envio, o pedido de abertura de inquérito será distribuído a um ministro do STF que decidirá sobre a abertura ou não de inquérito.
 
“Nós pedimos, em caso de envolvimento de parlamentares e membros do Congresso Nacional, denúncia ao Supremo Tribunal Federal. Essa providência, por parte do procurador-geral da República, nos foi informada que será tomada”, disse Randolfe Rodrigues.
 
“Ele [Gurgel] está em vias de concluir a análise do material que recebeu e isso já será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal”, disse o deputado Chico Alencar.
 
A reportagem de “O Globo” de sexta-feira (23) afirma que gravações telefônicas em poder da PF mostram que o senador pediu R$ 3 mil emprestados e vazou informações de reuniões oficiais para Carlinhos Cachoeira. Cachoeira foi preso pela PF no fim de fevereiro em uma ação contra o jogo ilegal e está em uma prisão federal em Mossoró (RN). O PGR já havia afirmado que, além de Demóstenes, gravações da PF apontam o envolvimento de outras autoridades com foro privilegiado.
 
O grupo de parlamentares foi recebido por Gurgel e entregou um ofício no qual cobrou “máxima urgência” na avaliação das denúncias. Na semana passada, Gurgel informou que investiga desde 2009 elo de autoridades com jogo ilegal.
 
Randolfe Rodrigues também afirmou que o PSOL vai entrar com representação nesta quarta-feira (28) no Conselho de Ética do Senado sobre as denúncias contra o senador. Depois de protocolada a representação, caso o senador renuncie estará inelegível por oito anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.
 
Segundo os parlamentares, Roberto Gurgel disse que vai encaminhar à Câmara e ao Senado os autos da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e o nome dos parlamentares que supostamente teriam ligações com o jogo ilegal.
 
Afastamento
Nesta terça, em carta ao presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), o senador Demóstenes Torres pediu afastamento da liderança do partido no Senado.
 
“A fim de que eu possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias, comunico a Vossa Excelência o meu afastamento da liderança do Democratas no Senado Federal”, afirmou Demóstenes Torres no texto da carta (veja ao final desta reportagem).
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O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), afirmou nesta terça que, se comprovadas as denúncias, o partido vai “se mover”.
 
“Não é que se abra discussão sobre expulsão, mas qual a gravidade das denúncias? Qual a qualidade das denúncias? O que existe? Se a Procuradoria dispõe de elementos e se os elementos são contundentes, é evidente que o partido irá se mover. O que é preciso é que a Procuradoria apresente os fatos que tem para que o partido e a nação avaliem a gravidade e a qualidade da denúncia”, afirmou o líder antes de participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
 
Relatório da PF
Nesta segunda, a Corregedoria Parlamentar do Senado pediu à Procuradoria-Geral da República acesso a um relatório da Polícia Federal que contém o teor de conversas entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira. A Justiça Federal negou revogar a preventiva de Cachoeira.
 
O corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), diz que só poderão ser tomadas providências na Casa depois que os parlamentares tiverem acesso ao material.
 
 
AGÊNCIA BRASIL – 24 de março

Cachoeira: parlamentares discutem demora

Os parlamentares querem saber do procurador os motivos da lentidão do processo que, desde 2009, está na PGR
 
Representantes da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção vão se reunir na terça-feira, às 15 horas, com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para pedir urgência nas investigações envolvendo o empresário do jogo Carlinhos Cachoeira e vários políticos. Os parlamentares querem saber do procurador os motivos da lentidão do processo que, desde 2009, está na Procuradoria-Geral da República. 
 
“Não dá para justificar essa lentidão. Não está legal isso. O processo está na procuradoria desde setembro de 2009. Queremos saber o porquê da demora na apuração do caso”, disse o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ). “É de se estranhar essa lentidão para a abertura de inquérito. De nossa parte, trata-se de zelo pela ética na política e de defesa do próprio Congresso Nacional”, acrescentou.
 
O PSOL já protocolou na Mesa da Câmara pedido para que a Corregedoria da Casa investigue as relações de parlamentares com o bicheiro Carlinos Cachoeira. No Senado, o partido protocolou representação contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que, conforme denúncias da imprensa, recebeu presentes de casamento de Cachoeira.
 
Também esta semana, o deputado Protógenes (PCdoB-SP) conseguiu 181 assinaturas de deputados em um requerimento para criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com a finalidade de investigar, em 180 dias, as práticas criminosas desvendadas pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal. De acordo com a justificativa do requerimento da CPI, a Polícia Federal efetuou a prisão, em Goiás, de uma organização criminosa que operava com a contravenção do jogo do bicho, de caça-níqueis, corrupção em larga escala de autoridades civis, policiais e políticos.
 
De acordo com Chico Alencar, vão participar da conversa com o procurador os deputados Francisco Praciano (PT-AM), coordenador da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, Protógenes, Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), Chico Alencar e os senadores Pedro Taques (PDT-AM) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
 
A PGR (Procuradoria-Geral da República) informou ontem, em nota, que ainda não pediu investigação judicial do caso porque, ao longo desses três anos, teve notícia de outras apurações em curso em Goiás sobre o mesmo tema. “Em 2009, a Procuradoria-Geral da República recebeu da Justiça Federal em Anápolis o processo 2008.35.02.000871-4, que ficou sobrestado [suspenso] pois havia relação com outras investigações em curso, sendo esta uma estratégia de atuação”, diz trecho de nota divulgada nessa sexta-feira à noite.
 
De acordo com a assessoria da PGR, todas as informações apuradas estão sendo reunidas e passam por análise. “Os documentos remetidos ao Ministério Público Federal são cobertos pelo sigilo, como escutas telefônicas, portanto o conteúdo da investigação não será informado”, informa a nota.
 
 

 

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