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01/03/2012 até 08/03/2012
 

 O GLOBO – 4 de março


Condomínio é invadido em Santa Teresa

Moradores de favela vizinha, contrários ao fechamento de passagem, destroem carros e apedrejam prédios

Ruben Berta
 
Cerca de 20 carros foram destruídos e diversos apartamentos apedrejados na noite deste domingo no condomínio Equitativa, em Santa Teresa. De acordo com os moradores dos prédios, pelo menos dez pessoas encapuzadas, armadas com paus e pedras, invadiram uma praça que fica no centro dos edifícios, por volta das 20h. Foram ouvidos estouros semelhantes ao barulho de bombas caseiras. A PM apreendeu um coquetel molotov.
 
Duas viaturas da PM foram acionadas e fizeram uma varredura nos prédios, mas nenhum suspeito foi preso. Um portão que foi instalado na última segunda-feira pode estar por trás das cenas de violência que ocorreram neste domingo. O Equitativa era usado há muitos anos por moradores do Morro dos Prazeres como via de acesso ao asfalto, mas a passagem passou a ser controlada.
 
De acordo com moradores do condomínio, na própria segunda-feira, o portão já havia sido parcialmente quebrado. Na sexta-feira, ele foi consertado e voltou a ser fechado. Um porteiro foi contratado para fazer o controle de veículos e pedestres. A atitude já teria causado revolta nos moradores dos Prazeres, que teriam quebrado novamente o portão e algumas câmeras do sistema de segurança.
 
Moradores devem se reunir com comando de UPP
 
O condomínio — que tem 136 apartamentos e foi criado na década de 1950 — parecia uma praça de guerra na noite de ontem. A portaria de um dos blocos ficou destruída. Um grande pedregulho e um pedaço de pau podiam ser vistos próximo à mesa onde ficava o zelador. Nesta segunda-feira, um grupo de moradores vai se reunir com o o comandante da Unidade de Polícia Pacificador (UPP) do Morro dos Prazeres, capitão Jefferson Odilon, para cobrar providências em relação à segurança da região. A unidade foi inaugurada pela Polícia Militar há pouco mais de um ano: em 25 de fevereiro de 2011.
 
A atriz Priscila Camargo, que já participou de novelas da TV Globo como "A vida da gente", contou que estava em casa quando houve a invasão.
 
— Ouvi estouros de bombas e barulho de vidros quebrados. Apagamos as luzes de casa e ficamos trancadas num dos cômodos. A polícia chegou rápido, mas já não havia nenhum deles no condomínio. Estamos muito assustados — disse a atriz, que faz trabalhos voluntários no Morro dos Prazeres.
 
Morador de Santa Teresa, o deputado Chico Alencar (PSOL) afirmou que é preciso haver diálogo entre moradores do bairro e da comunidade:
 
— Nada justifica o vandalismo, mas é preciso buscar o consenso.
 
 
 
O GLOBO – 4 de março
 
“Os conceitos do general reafirmam a premência da Comissão da Verdade” — Chico Alencar, deputado federal (PSOL-RJ), sobre entrevista do general Rocha Paiva, na qual ele põe em dúvida se Vladimir Herzog foi morto por agentes do Estado e se a presidente Dilma foi torturada
 
 
ESTADO DE S. PAULO – 4 de março

Frentes crescem, mas pouco atuam no Congresso
 
Grupos de parlamentares já são 129, unidos em torno de temas que vão desde a fé evangélica até a defesa da capoeira ou de duplicação de uma BR
 
Na véspera do carnaval, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi obrigado a encontrar espaço na agenda para ir à Câmara e dar explicações à Frente Parlamentar Evangélica - uma das 129 em funcionamento no Congresso. A deferência de Carvalho com esse grupo é, no entanto, uma exceção: a frente dos evangélicos é uma das poucas com real poder de fogo para pressionar o governo e fazer com que um ministro saia do Palácio do Planalto e corra até o Congresso. E para, em ano de eleições municipais, emplacar na Esplanada um quadro como o novo ministro da Pesca, o senador e bispo Marcelo Crivella (PRB-RJ).
 
Integrada por parlamentares de todos os partidos, a Frente Evangélica conta hoje formalmente com a adesão de 73 deputados e senadores. “Na verdade, existem quatro ou cinco frentes que efetivamente atuam. As demais só existem no papel”, observa o presidente da Frente Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), que confessa não ter ideia do número de frentes a que pertence. “Por coleguismo e solidariedade, a gente acaba assinando o apoio a várias frentes.”
 
Nos quatro anos da legislatura passada (2007-2010), foram instituídas 101 frentes. Nos últimos cinco anos, o número quase triplicou. Em 2007, foram criadas 50; no ano passado, 127. “A frente é um meio de o parlamentar não desaparecer no meio da multidão de 513 deputados e 81 senadores. Mas, nos últimos tempos, houve uma banalização muito grande de frentes que, agora, se formam a torto e a direito, sem nenhum critério”, diz o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), que estima ter apoiado, no ano passado, a criação de “umas 15 frentes”.
 
Variedade. Existem frentes para todos os gostos e lobbies em funcionamento na Câmara e no Senado: desde as contrárias à legalização do aborto até as que tratam de temas bem específicos, como a Frente em Defesa da Capoeira, a de Combate à Nicotina e a favorável à aprovação da PEC 300 – emenda constitucional que cria um piso salarial nacional para policiais militares e civis e do Corpo de Bombeiros.
 
Há outras com nomes pomposos, como a Frente Parlamentar Mista José Alencar para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e da Confecção do Brasil, dirigida por Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu.
 
As frentes parlamentares são criadas geralmente de acordo com interesses específicos dos parlamentares e de seus Estados. Assim, o deputado Sarney Filho (PV-MA), ex-ministro do Meio Ambiente, propõe sempre o funcionamento da Frente Parlamentar Ambientalista.
 
 

 

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