20/04/2014
domingo

Boa Páscoa! ...

Leia mais

 
 
 
 
 

 

 

06/07/2012 até 12/07/2012
 

 O GLOBO – 11 de julho


Relator de processo contra Bacelar vota por arquivamento

Guilherme Mussi diz que acusação é falha e não há comprovação de nepotismo

Isabel Braga
 
O deputado Guilherme Mussi (PSD-SP), relator no Conselho de Ética da Câmara do caso do deputado João Carlos Bacelar (PSD-BA), votou nesta terça-feira pelo arquivamento do processo, por falta de provas. O PSOL representou contra Bacelar com base em reportagem que apontava prática de nepotismo cruzado pelo deputado, além de uso irregular de secretário parlamentar e uso de laranja.
 
Bacelar e seu advogado falaram durante a reunião do Conselho de Ética, negando as acusações e afirmando que a irmã do deputado, Lilian, que fez as denúncias contra ele, é “insana e desajustada”, e que quer atacar o capital político dele, por conta de uma briga familiar. Tanto Bacelar quanto o advogado leram texto escrito previamente durante depoimento.
 
- Nada fiz de irregular. Não posso ser culpado ou condenado porque meus parentes têm vida própria independente da minha. E gostaria de refutar a última série de reportagem. Acusam-me de negociar emendas, isso é o mais absurdo. Tenho como obrigação buscar recursos para minha querida Bahia, nunca parei de fazer isso. Serei devedor de alguém que beneficia a Bahia, mas não quer dizer pagarei com dinheiro - disse Bacelar, acrescentando:
 
- Coloco meu mandato a serviço de quem ajuda a Bahia, mas sempre farei isso dentro da legalidade. não posso ser culpado de pedir recursos para a Bahia, acompanhar todos os recursos que vão para meu estado, não posso ser culpado de mendigar, de ministério em ministério, recursos para a Bahia.
 
Guilherme Mussi votou pelo arquivamento, alegando que não há nenhuma comprovação das acusações e que não é papel do conselho investigar. Ele sequer ouviu testemunhas no processo. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) criticou a pressa e a falta de investigação:
 
- É importante que a gente faça o mínimo de investigação. O Senado tem nos dado lições, Humberto Costa investigou no caso Demóstenes. O relator votou pela absolvição sumária - disse Chico, citando a cassação de Demóstenes Torres, aprovada hoje no plenário do Senado.
 
O pedido de investigação contra João Bacelar foi feito pelo PSOL em outubro do ano passado e aceito pela Mesa Diretora. A Corregedoria da Câmara enviou a representação para o Conselho de Ética este ano para abertura de processo, sugerindo como penalidade a suspensão do mandato de João Bacelar por tempo determinado. Segundo acusação, Bacelar havia nomeado em seu gabinete como secretárias parlamentares a mãe e a irmã do deputado estadual Nelson Leal (PSL-BA). Já Nelson Leal havia contratado a mãe e o tio de João Bacelar, na Assembleia Legislativa da Bahia.
 
 

SURGIU – 11 de junho

Chico Alencar lembra do suposto envolvimento do governo; para ele, relação de Siqueira com Cachoeira “é tenebrosa, duvidosa, suspeita e grave”
 
Mas tudo isso revela que esse tipo de política e financiamento de campanha, é a porta de entrada da corrupção, ele é insustentável
 
O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) lembrou da suposta relação do esquema do contraventor Carlos Cachoeira com o governo do Tocantins - relação que ele classificou de “tenebrosa”. “Esse depoimento é muito emblemático. Porque em nível de Estado também com o governador Siqueira Campos a relação Cachoeira-Delta é tenebrosa, duvidosa, suspeita e grave”, avaliou o parlamentar, durante a arguição ao prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), na CPMI do Cachoeira nesta terça-feira, 10.
 
Alencar lembrou que a comissão tem requerimentos que pedem a convocação do governador Siqueira Campos (PSDB) à comissão. Um é de autoria do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e outro do deputado Rubens Bueno (PPS-PR).
 
Em relação a Raul, o deputado também não poupou críticas. Ele disse que Raul representa o que há de arcaico na política, por prática de nepotismo, contas bancárias pulverizadas e funcionários fantasmas, além de ter passado por vários partidos, alguns até conservadores, como o PDS, sucessor da Arena, a legenda da ditadura.
 
“Mas tudo isso revela que esse tipo de política e financiamento de campanha, é a porta de entrada da corrupção, ele é insustentável”, defendeu o parlamentar do Psol.
 
Ele disse que, apesar dos documentos entregues por Raul, o que País viu "é grave". "Dizer que o senhor Carlos Cachoeira não fez doações para a campanha, em que pese a expectativa criada, pelo menos admite-se essa intenção, esse desejo, no mínimo, para não falar dos contratos posteriores com a Delta, o senhor disse que não sabia que tinha vínculos com o esquema Cachoeira, mas, no mínimo, há discrepância nas declarações", afirmou Alencar. “Fez uma doação de campanha registrada, legal, não é caixa dois. Entretanto, a barganha esse ‘toma lá dá cá’ que existe pelo País adentro, é que degrada a política, degenera a credibilidade da vida institucional e política. Quero deplorar esse tipo de procedimento. Parece que o senhor reuniu na sua gestão do PT tudo de errado que aprendeu anteriormente em outros partidos.”
 
 
TERRA – 10 de julho

Apoio a Paes não foi imposição, diz Romário após crítica do PSOL
 
O ex-jogador de futebol Romário usou o Facebook nesta terça-feira para responder as declarações do colega na Câmara dos Deputados, Chico Alencar (Psol), que havia criticado seu apoio à candidatura do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). “Eu, só para o seu conhecimento, não cedo a imposição de nada e nem de ninguém, muito menos do meu partido. A minha adesão ao Eduardo Paes é porque acredito que ele possa melhorar nas coisas que são negativas e principalmente terminar de fazer o que é positivo”, afirmou Romário.
 
No domingo, após uma carreata em que Romário apareceu ao lado de Paes e do também ex-jogador Bebeto, o líder do Psol usou o Twitter para disparar ataques ao deputado do PSB. “O @RomarioOnze me disse que tinha críticas a Paes e não o apoiaria. Cedeu à imposição do partido? Surpreende essa adesão...”, escreveu Chico Alencar. “Será que @RomarioOnze está se acomodando à ‘realpolitik’? Há tempos, ele manifestou desejo de apoiar @MarceloFreixo”, complementou.
 
Na resposta, o ex-jogador disse que não entendeu as colocações do colega, pois em nenhum momento havia feito referência a um apoio ao candidato do PSOL, o deputado estadual Marcelo Freixo. “Falei sim que eu vejo um candidato que eu poderia sim, depois de uma conversa pessoalmente, apoiá-lo, mas infelizmente essa conversa nós acabamos não tendo”, escreveu no Facebook.
 
“Em relação ao Eduardo Paes, nunca falei para ninguém, muito menos para Vossa Excelência, que não o apoiaria. Discordo de algumas coisas e atitudes em relação á prefeitura do Rio, mas na minha visão, acredito que o Eduardo seja um bom administrador para o nosso município”, disse ao destacar que as declarações de Alencar são “equivocadas”.
 
“Mesmo com tudo isso, Vossa Excelência é e continuará sendo, enquanto for esse político que conheço, um dos poucos que vejo que realmente faz uma política em prol do povo”, completou Romário ao reforçar que é "fã" da atuação de Chico Alencar na política.
 
 
Chico Alencar quer apurar a atuação de Geraldo Simões no Balcão de Emendas
 
O deputado federal do PSOL, Chico Alencar, deu entrevista sábado, dia 30, ao programa “Bom Dia Bahia”, da Rádio Nacional de Itabuna, sobre o esquema de compra e venda de emendas parlamentares na Câmara Federal. Semana passada, o seu partido protocolou pedido de investigação dos deputados Geraldo Simões (PT-BA), João Carlos Bacelar (PR-BA) e Marcos Medrado (PDT-BA).
 
Os três parlamentares baianos são acusados de participar do esquema, denunciado pelo “O Globo”. Segundo o jornal, o esquema beneficiaria bases eleitorais de deputados baianos, em troca de apoio econômico em suas campanhas. As duas representações foram apresentadas à presidência da Casa e serão encaminhadas ao Conselho de Ética.
 
 

 

início | cidadão | notícias | agenda | artigos | fotos | vídeos | links | boletim | pronunciamentos | fale conosco | deu na mídia