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22/06/2012 até 28/06/2012
 

 AGÊNCIA CÂMARA – 28 de junho


Deputados criticam psicóloga que propõe “tratamento” para a homossexualidade
 
Jean Wyllys disse que estava envergonhado com a fala da psicóloga e Erika Kokay lembrou que a OAB e o Conselho Federal de Medicina também têm resoluções parecidas com a do Conselho de Psicologia.
 
O coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), disse há pouco estar “constrangido” com a fala da psicóloga Marisa Lobo.“Orientação sexual e identidade de gênero são coisas que não confundem. Uma pessoa não pode se valer disso para querer curar uma pessoa por ser homossexual”, disse o parlamentar.
 
Segundo Jean Wyllys, a proposta da psicóloga só fortalece a egodistonia, ou seja, ele o indivíduo ter certeza de sua identidade sexual, mas querer ter outra. Essa classificação foi a utilizada por Marisa Lobo para justificar a “cura” de homossexuais.
 
“É óbvio que alguém homossexual vai ter egodistonia, mas por viver numa cultura homofóbica que rechaça e subalterniza sua homossexualidade. O certo seria colocar o ego em sintonia com seu desejo, é sair da vergonha para o orgulho”, afirmou.
 
A deputada Erika Kokay (PT-DF) também criticou o que considerou como parcialidade na audiência. “Não cabe estarmos fazendo essa discussão. Não cabe alimentarmos a homofobia e o ódio aqui”, disse.
 
Ela lembrou que resoluções semelhantes existem na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Serviço Social.
 
Erika Kokay participa de audiência pública da Comissão de Seguridade Social para discutir o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 234/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), que susta a aplicação de dois dispositivos da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia, que orientam os profissionais da área a não usar a mídia para reforçar preconceitos contra os homossexuais nem propor tratamento para curá-los.
 
O debate foi sugerido pelo relator da proposta, deputado Roberto de Lucena (PV-SP), que quer subsídios para elaborar seu parecer.
 
A audiência ocorre na data em que se comemora o Dia do Orgulho LGBT e prossegue no Plenário 7.
 
 
 
AGÊNCIA CÂMARA – 28 de junho

PSOL protocola representação contra deputados acusados de vender emendas
 
Os deputados do PSOL Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ) entregaram ao presidente da Câmara, Marco Maia, representação, contra os deputados João Carlos Bacelar (PR-BA) e Marcos Medrado (PDT-BA), baseada em reportagem do jornal O Globo sobre um suposto esquema de compra e venda de emendas por estes dois parlamentares, com participação do deputado Geraldo Simões (PT-BA). O ofício tem que passar pela Presidência antes de ser encaminhado ao Conselho de Ética.
 
Na semana passada, o PSOL já havia protocolado a denúncia, contra Marcos Medrado e Geraldo Simões, na Presidência da Câmara para que ela fosse encaminhada à Corregedoria.
 
Ivan Valente afirmou que o caso não pode ser esquecido. “Este caso do Bacelar é gravíssimo porque desvaloriza a Câmara e o instituto das emendas parlamentares. Pedimos ao Conselho de Ética que investigue e puna os deputados envolvidos nesta questão”, pediu.
 
Valente também falou sobre deputados envolvidos. “O Bacelar tem contra ele provas, depoimentos e gravações. O Marcos Medrado é réu confesso porque confirmou que havia venda de emendas. Esperamos que a investigação chegue a outros parlamentares e que aqueles que praticaram estes desvios sejam punidos”, defendeu.
 
Marco Maia negou, na semana passada, que haja um esquema generalizado de compra e venda de emendas parlamentares. “A denúncia, que deve ser investigada, envolve apenas três deputados. Na grande maioria dos casos, a aplicação das emendas se dá conforme a lei”. Maia acredita que as emendas são o instrumento mais democrático para aproximar o Parlamento do cidadão comum na aplicação dos recursos públicos.
 
 
 
AGÊNCIA CÂMARA – 27 de junho

Casa que era de Perillo foi comprada com cheque de empresa ligada a Cachoeira
 
O relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), e a Polícia Federal suspeitam que a casa que foi do governador de Goiás, Marconi Perillo, e na qual o contraventor foi preso tenha sido comprada indiretamente por Cachoeira. “Não tem problema em vender a casa para Cachoeira, o problema é negar isso”, disse Cunha.
 
O emitente dos cheques recebidos por Perillo como pagamento da casa é a Excitant Indústria e Comércio, empresa que, de acordo com a PF, pertence a uma cunhada de Cachoeira e recebeu depósitos da Alberto e Pantoja, empresa fantasma que supostamente abastecia as contas do grupo de Cachoeira. O governador disse que não viu quem era o emitente dos cheques.
 
Perillo disse na CPMI que a venda foi inicialmente feita a Wladimir Garcez, ex-vereador pelo PSDB e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, que também foi preso pela PF, e que este, por falta de dinheiro para concretizar o negócio, repassou a casa ao empresário Walter Paulo Santiago.
 
Segundo Perillo, os cheques que recebeu foram dados por Garcez, e somente depois ele soube que foram emitidos por um sobrinho de Cachoeira. “Os cheques eram nominais, foram recebidos e depositados em minha conta pessoal e demonstram a boa-fé da transação”, disse.
 
Odair Cunha questionou sobre o fato de a escritura da casa não ter saído em nome de Garcez. “Durante longo tempo cogitou-se que vendi para o Cachoeira. Restou provado que não foi. Ocorre que não adianta forçar a barra. Quem pediu para comprar a casa foi o Garcez. Acertamos o valor e ele ficou de pagar com cheques pré-datados. Não tinha como eu escriturar a casa sem ter os cheques pagos. Segundo, eu não tinha como, não tinha bola de cristal, para saber que o sr. Garcez tinha recorrido aos seus patrões”, respondeu Perillo.
 
O líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ), não se convenceu com os esclarecimentos do governador goiano sobre a venda de seu imóvel ao grupo de Cachoeira. “Quem pagou a aquisição dessa casa foi Cachoeira/Delta, o esquema que estamos investigando aqui. Isso é irrefutável, mas o governador insiste nesse argumento pífio de dizer que não reparou quem estava emitindo o cheque. Ninguém, em uma soma desse tipo, vai ter essa desatenção”, disse Alencar.
 
 

 

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