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08/06/2012 até 13/06/2012
 

 FOLHA DE S. PAULO – 12 de junho


Venda de casa de Perillo deixa membros da CPI com dúvidas

Erick Decat e Breno Costa
 
O depoimento do empresário Walter Paulo Santiago nesta terça-feira, na CPI do Cachoeira, deixou vários integrantes do colegiado em dúvida sobre o método da transação feita na compra de um imóvel do governador de Goiás, Marconi Perrillo.
 
Foi nesta casa, avaliada em R$ 1,4 milhão, que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso pela Polícia Federal no último dia 29 de fevereiro, na Operação Monte Carlo.
 
Durante depoimento, Santiago deu uma nova versão para a compra do imóvel ao afirmar que pagou pela casa em dinheiro, “em notas exclusivas de R$ 50 e R$ 100”.
 
Perillo já afirmou que recebeu três cheques pela casa (dois de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil), que somam R$ 1,4 milhão. Os cheques foram emitidos pela empresa Excitant Confecções Ltda, de uma cunhada de Cachoeira, nos meses de março, abril e maio de 2011. A empresa, por sua vez, recebeu dinheiro de uma firma fantasma criada pelo esquema Cachoeira para receber dinheiro da empreiteira Delta.
 
“A gente sai dessa oitiva sem saber quem de fato adquiriu essa casa, com que dinheiro, a origem desse dinheiro, o método como foi feito. Do pagamento até chegar a mão do governador passou por um filtro que parece que era para esquentar o dinheiro. De um dinheiro vivo em pacotinhos passou a ser em dinheiro em cheques”, afirmou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
 
O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) também deu uma versão para as contradições apresentadas sobre a compra do imóvel.
 
“Eu acho que os cheques não têm nenhuma relação com a casa. A situação [do Perillo] já era complicada e a cada dia aparece uma nova versão”, afirmou.
 
A falta de clareza sobre a transação deixou até integrantes do PSDB da CPI em dúvida.
 
“O que ficou claro é que o Marconi e o Walter estavam no papel de comprador e vendedor. Como saiu em dinheiro e chegou em cheque isso tem que ser explicado”, afirmou o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), integrante da CPI.
 
Na próxima terça-feira (12), o governador Marconi Perillo deve comparecer à CPI.
 
 
O GLOBO – 12 de junho

Marcelo Freixo lança candidatura à Prefeitura do Rio
 
Deputado atacou Eduardo Paes durante evento de lançamento

Bruno Góes
 
O deputado estadual Marcelo Freixo foi oficializado como candidato do PSOL à Prefeitura do Rio nesta segunda-feira. Em evento realizado na Câmara dos Vereadores, Freixo disse que está preparado para a campanha nas redes sociais e que vai participar da “primavera carioca”. Esse é o nome que o candidato dá ao movimento de sua campanha.
 
- Essa vai ser uma campanha de muita rua e muita rede. Nós sabemos que temos pouco tempo na televisão porque não aceitamos fazer alianças espúrias. Mas vamos usar as redes sociais, que têm influência enorme junto à população do Rio de Janeiro, e estar nas ruas. Essa militância está acreditando, e é possível que essa seja uma primavera muito diferente do que a gente já teve em outras eleições – disse ele.
 
Ao lado de integrantes do partido e com apoio de artistas e intelectuais, Freixo atacou a gestão do prefeito Eduardo Paes na área da saúde e educação. Ele acrescentou que considera o prefeito omisso em questões políticas importantes para a população, como o transporte público . O ator Wagner Moura compareceu à oficialização e foi o único não filiado ao PSOL a discursar no evento. O apoio de artistas faz parte da estratégia montada pelo partido para chegar ao segundo turno. O candidato a vice-prefeito na chapa de Freixo é o músico Marcelo Yuka. Durante a solenidade foram anunciados os apoios de Ivan Lins, Caetano Veloso, Frei Beto, Leonardo Boff e Luiz Eduardo Soares.
 
- Isso faz parte do Rio de Janeiro. É muito bom poder ter o Marcelo Yuka como vice e ter artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Wagner Moura. São pessoas que têm uma posição na sociedade muita crítica. São artistas muito queridos e não estão aqui por nenhum interesse privado, e sim como cidadãos do Rio de Janeiro - disse Freixo.
 
No evento discursaram os deputados Chico Alencar, Jean Wyllys e Ivan Valente, a ex-senadora Marinor Britto, a presidente do PSOL-RJ, Janira Rocha, e Milton Temer. Ivan Valente também comentou o apoio de artistas.
 
- É muito importante esse apoio que nós estamos recebendo. Estamos vendo algo que não acontece desde 1989, quando as classes artística e intelectual apoiaram a candidatura do Lula.
 
O ator Wagner Moura explicou sua participação:
 
- Eu estou aqui por vontade, porque acredito nesse projeto, porque vejo beleza na candidatura que Freixo representa. Não estou aqui para ganhar nenhuma licitação. Uma campanha sinaliza o que será construído enquanto governo e essa campanha não será feita na base de financiamentos ilegítimos.
 
Freixo disse durante sua fala que o tema da segurança pública não é apenas responsabilidade do governo do estado e que a Prefeitura do Rio precisa disputar os jovens com milicianos e traficantes em áreas carentes. Mesmo sendo ameaçado de morte por sua atuação à frente da CPI que investigou e prendeu milicianos, Freixo disse que fará campanha na Zona Oeste.
 
- Não vou fazer disso uma guerra particular. A milícia não é um problema meu. É um problema do Rio. Porque se tem um candidato a prefeito nessa cidade que não pode ir para alguns lugares porque criminosos dominam, vamos combinar que esse é um problema do Rio de Janeiro. Isso deve ser tratado como um problema público, de todos, e não um problema exclusivo meu. Cabe ao estado garantir que a campanha de todos os candidatos possa ser feita em todos os lugares.
 
O candidato criticou a falta de lisura na licitação das linhas de ônibus da cidade feita em 2010. Freixo disse que, se assumir a Prefeitura, fará novamente o processo. Segundo o candidato, a escolha foi feita com “cartas marcadas”.
 
Sobre a possibilidade de a eleição ter um caráter nacional, ele citou a CPI do Cachoeira e a quebra de sigilo da Delta.
 
- Uma campanha no Rio de Janeiro sempre tem um caráter nacional. Essa é uma característica da política do Rio de Janeiro. A CPI do Cachoeira vai poder ter um efeito sobre alianças no Rio de Janeiro? Não sabemos. A quebra de sigilo da Delta pode interferir e gerar algum tipo de resultado que diz respeito à campanha eleitoral da mesma maneira como diz respeito ao mensalão. E é inevitável: qualquer campanha no Rio de Janeiro discute problemas nacionais.
 
No evento, o PCB aderiu à campanha de Freixo. O apoio foi considerado "natural" pelo candidato.
 
 
TERRA – 11 de junho

Com apoio de artistas, PSOL lança Freixo à Prefeitura do Rio

PSOL confirma candidatura de Marcelo Freixo. Ator Wagner Moura prestigiou o lançamento

Cirilo Junior
 
O deputado estadual Marcelo Freixo foi oficializado nesta segunda-feira como candidato do Psol à prefeitura do Rio, com o apoio de artistas e lideranças ligadas ao seu partido. Freixo garantiu que irá fazer campanha em qualquer lugar, inclusive na Zona Oeste, área da cidade que mais sofre com a ação dos milicianos.
 
“Já fui à Zona Norte várias vezes e na Zona Oeste ainda não. Mas irei. Vou fazer agenda. Evidente que não vou fazer disso uma guerra particular, porque ela não é particular. É importante dizer que a milícia não é problema meu. É problema do Rio de Janeiro. Vou fazer campanha em qualquer lugar. Cabe ao Estado garantir que todos os candidatos possam ir a todos os lugares. Eu vou enfrentar. Aconteça o que acontecer, estarei nesses lugares”, afirmou.
 
Atualmente, Freixo, historiador e ativista de direitos humanos, está em seu segundo mandato como deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Na primeira legislatura de que fez parte (2007 a 2010), presidiu a CPI das Milícias, que dissecou o poder desses grupos no Rio, e apontou a estrutura desses grupos criminosos. Vereadores e deputados estaduais apontados no relatório da CPI como membros de milícias foram cassados. Freixo recebe, desde então, seguidas ameaças de morte, e tem escolta particular 24 horas por dia.
 
O tema foi retratado no filme Tropa de Elite 2 e a atuação política do deputado inspirou o personagem Diogo Fraga, que, ao lado do Coronel Nascimento, foi um dos protagonistas que expôs as conexões entre o crime organizado e o poder público no Rio e no Brasil todo.
 
O deputado alertou para o fato de as milícias continuarem agindo, planejando, inclusive, o lançamento de candidatos a vereador nas eleições deste ano. Segundo Freixo, o número de milícias aumentou, especialmente por ainda terem poder político e econômico. Um dos braços que sustentam as milícias, acentuou, é o transporte alternativo, cujas cooperativas de vans tem ligações com milicianos, acusou o candidato.
 
“O que foi feito com o transporte alternativo? A prefeitura foi ao encontro deles, mantendo o mesmo esquema de licitações. Queremos fazer licitação de vans individuais. Todas as cooperativas estão nas mãos de milícias. É uma exploração brutal. Que não paga, morre”.
 
Candidato com bastante penetração na zona sul, Freixo garantiu que sua campanha não ficará restrita a essa área da cidade. “Não será uma candidatura personalista e restrita a determinado território”, garantiu.
 
Apoios
Freixo terá como vice na chapa o músico Marcelo Yuka (Psol), ex-baterista do Rappa, e já conta com apoio declarado de vários artistas, como Chico Buarque e Caetano Veloso. O deputado federal Jean Wyllis (PSOL-RJ) leu, inclusive, uma carta de apoio de Caetano à candidatura de Freixo. O cantor Ivan Lins também mandou uma mensagem de apoio.
 
O ator Wagner Moura esteve presente à convenção, e disse que vai participar da campanha de Freixo “no que for necessário”. Ele disse ver “uma verdade muito grande” na campanha do deputado.
 
“Freixo é um político diferenciado. Toda vez que eu acho que existe um candidato que eu realmente acredito e acho que ele pode fazer diferença, eu me engajo. Independentemente de ter me tornado uma pessoa conhecida ou não. Acho que me engajaria de qualquer forma. Talvez o meu apoio possa fazer com que as pessoas possam prestar atenção na campanha do Freixo. Isso me deixa feliz”.
 
Também se fizeram presentes na convenção, os deputados federais do partido Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ), que falou sobre as bandeiras de Freixo. “Vai ser transparência total na gestão, participação popular e reencantamento com a política que anda muito corrompida, obscura, muito gerencial. Esses serão os eixos do Freixo. Prioridade para ação do setor público”, declarou Chico.
 
Chico Alencar afirmou ser fundamental o apoio da parcela da população que está distante da atividade política, inclusive no que diz respeito a condução da campanha do PSOL e as formas de arrecadação de recursos. “Colaboração cidadã, de pequenos comerciantes, da militância, da internet. (O PSOL) não aceitará um centavo daqueles que não têm compromisso com a cidade, que são nossos adversários políticos. Vamos passar ao largo de empreitara e denunciar quem tem rabo preso com elas. Vai ser ‘tostão contra o milhão’. O povo está cansado dessas campanhas do marketing político”.
 
Sobre o cenário eleitoral, o deputado reconhece o favoritismo do atual prefeito, mas mostra-se confiante na chegada ao segundo turno. “Essa é a nossa aposta. A primeira parte é fazer uma campanha bonita e propositiva e critica ao modelo de gestão que há no Rio. Reconhecemos o favoritismo do Paes (atual prefeito) mas nem sempre o favorito vence. Nossa meta inicial e garantir dois turnos, no segundo turno é outra eleição”, avaliou Chico, que confirmou o apoio formal do PCB e diz trabalhar com defecções de alguns partidos, como o PV, PT e PDT.
 
 
BLOG DO MIRO – 11 de junho

Romário rebate mentiras da Veja e diz que revista é safada e mau caráter
 
Irritado, o craque Romário bateu duro. Afirmou que a matéria ‘Rebeldia eleitoral’, publicada na Veja, é mentirosa e acusou a revista de “mau-caratismo, safadeza, falta de honestidade e hombridade”. Confira a seguir a mensagem do deputado e ex-jogador:
 
Por Altamiro Borges, em seu blog
 
No facebook e no twitter, o deputado Romário (PSB-RJ) rebateu ontem reportagem publicada na Veja, intitulada “Rebeldia eleitoral”. Nela a revista especula, sem apresentar provas ou ouvir o citado, que o parlamentar daria apoio ao deputado Marcelo Freixo (PSOL) na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro.
 
O objetivo do artigo, como sempre, é o de estimular a cizânia e a intriga.
 
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Mentiras da Revista Veja

Por Deputado Federal Romário, domingo, 10 de Junho
 
Galera, venho aqui, através desse espaço que todos sabem que é um espaço democrático, dizer o seguinte: é mentira, mau-caratismo, safadeza e falta de honestidade e hombridade da revista Veja e, principalmente, a matéria que saiu hoje: Rebeldia eleitoral (pag. 51).
 
Primeiro que em nenhum momento entrei em nenhum tipo de briga ou discussão sobre a prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo, já sabia há bastante tempo, desde a eleição passada que o nosso partido já teria feito uma coligação pra majoritário, ou seja, prefeito com o PMDB do Rio de Janeiro. É mentira que fui impedido pelo presidente do PSB que, felizmente ou infelizmente, acabamos não tendo oportunidade de conversar sobre esse assunto e em relação ao presidente do partido nacional, que é hoje o governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos, também não tivemos nunca uma conversa sobre isso apesar de que ele realmente não me atende há seis meses.
 
Em relação ao apoio ao PSOL, ou seja, candidato sério, honesto e íntegro, Marcelo Freixo, ao qual tenho grande admiração e respeito, também nunca conversamos sobre nenhum tipo de apoio. Quero dizer que as minhas ações na política foram, são e serão sempre públicas, pra que as pessoas, principalmente aquelas que me colocaram como Deputado Federal, entendam quais são as minhas ações.
 
O mesmo vale para o Município de Duque de Caxias que, com todo respeito, nem sei quem será o candidato do PSOL. Em relação à Prefeitura de Caxias, quero dizer que, antes de mais nada, sou PSB e, dentro da legalidade eleitoral, acredito eu que talvez isso não seja nem possível porque lá estará disputando um candidato que é, por coincidência, candidato e presidente do meu partido.
 
 
 
O GLOBO – 11 de junho

Exija a cartela para o chope
 
O deputado federal Chico Alencar (PSOL) foi vítima com um grupo de amigos do descumprimento de uma lei criada por ele – quando vereador, em 1990 – que obriga bares e restaurantes a oferecer cartela de controle dos chopes consumidos.
 
No almoço de domingo no Galeto da Cobal cobraram a mais cinco chopes (R$ 4 cada) justamente porque não deram a cartela. Chico chorou e a conta foi refeita para alegria de todos.
 
Wagner Moura manda Freixo a ‘merda’
 
Na convenção do PSOL que homologou os nomes dos Marcelos (Freixo e Yuka) para prefeito e vice e a chapa de vereadores, hoje no Rio, o ator Wagner Moura encerrou sua emocionada fala com a saudação teatral: “Merda pra você, Marcelo!”
 
A plateia aplaudiu mas vários foram perguntar ao deputado Chico Alencar do que se tratava. Ele deu um toque no Wagner, que explicou:
 
- Não tem nada a ver com a bosta na Geni, da música do Chico, outro grande apoiador do Freixo. Merda vem da Era Elizabethana: desejar ‘merda’ aos atores era torcer para que os espetáculos fossem um sucesso, com os cavalos do público enchendo de excrementos o entorno dos teatros.
 
 

 

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